Estados Unidos reforçam presença na fronteira da Califórnia com o México

Alexandra Mendoza.

San Diego (EUA.), 31 out (EFE).- A Patrulha de Fronteiras dos Estados Unidos criou uma unidade especial para reforçar as operações na zona leste da divisa entre San Diego, na Califórnia, e o México, onde atuam organizações criminosas dedicadas ao tráfego, sequestros e extorsão de imigrantes.

"Nós focamos em uma área onde vimos potencial de perda de vidas e perigo para nossos agentes. Por isso, decidimos utilizar nossos recursos para focar nossa energia aqui", disse à Agência Efe Matthew Dreyer, comandante da unidade especial.

A agência federal destinou mais verba, tecnologia e pessoal nas montanhas de Otay, ao norte da área conhecida como Ninho das Águias, em Tijuana, após ver o crime crescer na região.

Dreyer, com mais de 20 anos de experiência na Patrulha de Fronteiras, classificou a região de "o terreno mais difícil para trabalhar em San Diego", devido às condições geográficas que dificultam a mobilidade das equipes.

"Os traficantes utilizam esse caminho porque acreditam que não serão vistos enquanto tentam chegar ao norte e, frequentemente, não dizem às pessoas sobre os riscos do tereno. Quando eles encontram nossos agentes, tendem a fugir", explicou.

Na mesma área, mas mais ao sul da fronteira, historicamente são registrados casos de extorsão, sequestro e estupro de imigrantes. Por isso, as autoridades americanas trabalham com a ajuda da Polícia Federal no México para erradicar esses crimes.

Para o agente Daniel Parks, a parceira é um exemplo sólido da relação entre os órgãos de segurança dos dois lados da fronteira. O objetivo é compartilhar informações que permitam encontrar o paradeiro de traficantes de pessoas e combinar estratégias que possam ser colocadas em prática para diminuir os crimes.

"Se patrullhamos e nos movimentamos pela fronteira juntos, não há lugar para eles fugirem", disse Parks à Efe.

"Agora sabemos que a luta por segurança na fronteira não começa e termina aqui. A única forma de combatermos a prática é trabalhando com o governo do México", completou.

A intenção da operação é que as autoridades possam identificar e desmantelar todas as organizações por trás das ações que colocam em risco a vida de imigrantes.

"Os seres humanos que historicamente se submetem a esse processo perigoso saberão que isso já não é possível, não vale a pena arriscar a vida, dignidade e família para tentar chegar aqui. Cada tentativa terminará em fracasso", indicou.

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