Chavistas protestam contra processo iniciado no parlamento contra Maduro

Caracas, 1 nov (EFE).- Centenas de seguidores do chavismo participaram nesta terça-feira de uma marcha até a Assembleia Nacional em Caracas para protestar contra o processo iniciado pelo Legislativo, controlado pela oposição, que pretende determinar a responsabilidade política do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na ruptura da ordem constitucional do país.

"Hoje estamos na rua para mostrar, primeiro, a rejeição e o repúdio a essa assembleia. Eles sabem que eles não podem promover nenhum tipo de julgamento do presidente. Não está contemplado pela Constituição", disse o deputado chavista Darío Vivas, que participou da manifestação, à emissora privada "Globovisión".

A Assembleia Nacional realizará hoje uma sessão especial, para qual Maduro foi convocado a comparecer, após ter aprovado na semana passada um acordo no qual declara que o presidente do país e os poderes Judicial e Eleitoral romperam a ordem constitucional ao determinar a suspensão do processo de um referendo para revogar o mandato do líder.

Segundo o deputado e líder da oposição, Julio Borges, a convocação de Maduro é para que o presidente "responda a todas as argumentações e acusações" apresentadas contra ele e para que "com o apoio do povo venezuelano, mostre que ele submete à Constituição e ao parlamento".

Vivas disse que a decisão da Assembleia é "invalida" já que a Corte Suprema de Justiça declarou em setembro que são os atos do parlamento são "absolutamente nulos" depois de os deputados terem se declarado em desacato à instância máxima judicial.

Os seguidores do chavismo marcharam desde o Parque Carabobo até os arredores da Assembleia Nacional, ambos localizados no centro de Caracas. A Guarda Nacional Bolivariana bloqueia a passagem em direção ao parlamento, como pôde constatar a Agência Efe.

O chefe do governo do Distrito Capital, Daniel Aponte, afirmou que a população saiu às ruas de Caracas para dar "todo a apoio a Maduro na busca permanente da paz". "Estamos garantindo a paz desde a mesa de diálogo, mas com o povo na rua", disse, em referência às negociações entre governo e oposição iniciadas no domingo.

Durante os últimos dias, diferentes líderes do chavismo convocaram seus correligionários a manter a mobilização nas ruas para apoiar o presidente do país.

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