Presidente da Câmara baixa dos EUA afirma que já votou por Trump

Washington, 1 nov (EFE).- O presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, o republicano Paul Ryan, afirmou nesta terça-feira que já votou por antecipado pelo candidato de seu partido à Casa Branca, Donald Trump, com quem teve famosos desencontros e foi alvo de críticas abertamente durante a campanha.

Em entrevista à emissora "Fox", Ryan detalhou que aproveitou a opção do voto por antecipado em seu estado, Wisconsin, para escolher na semana passada pelo "indicado" presidencial do partido, em referência a Trump.

"Estou apoiando toda nossa cédula (eleitoral) republicana", comentou Ryan.

No início de outubro, Ryan anunciou que não ia mais defender Trump e nem fazer campanha a seu favor para as eleições de 8 de novembro, por causa da divulgação de um vídeo de 2005 no qual é possível ouvir o magnata fazendo comentários soezes e vulgares sobre assédio sexual contra mulheres.

Ryan tinha previsto realizar então seu primeiro ato de campanha em companhia de Trump em Wisconsin, seu estado, mas após a revelação desse vídeo retirou o convite ao multimilionário.

No entanto, o presidente da câmara Baixa nunca disse que iria retirar seu apoio oficial a Trump ou não votar nele, ao contrário de outros republicanos do Congresso, cansados da sucessão de escândalos, declarações polêmicas e insultos do magnata.

A resposta de Trump às críticas de Ryan foi rotular o político de Wisconsin de líder "frágil e incompetente".

Na noite desta terça-feira, o magnata fará campanha em Wisconsin sem a presença de Ryan, cujo objetivo principal para as eleições da próxima semana é que os republicanos mantenham sua maioria atual na câmara baixa.

Se os republicanos não forem votar, os democratas "podem ganhar" e sua candidata à Casa Branca, Hillary Clinton, ter "um Congresso democrata, a pior de todas as coisas possíveis", advertiu hoje Ryan à "Fox".

Ryan alertou especificamente aos eleitores mais jovens que "a vida com os Clinton" é "sempre um escândalo, um após outro", em referência ao anúncio de que o FBI ivnestigará e-mails de um novo caso que poderiam estar vinculados ao uso de um servidor privado que fez a agora candidata democrata quando era secretária de Estado.

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