Rússia reduzir despesa em defesa devido à crise econômica

Moscou, 1 nov (EFE).- A Rússia anunciou nesta terça-feira que reduzirá a despesa em defesa e segurança nacional nos três próximos anos devido à crise econômica, corte que será evidenciado no orçamento que deve ser aprovado em breve.

"A atribuição orçamentária para a segurança nacional e as atividades dos órgãos policiais também sofrerão um pequeno corte anual", disse Ernest Valeev, subchefe do comitê de Segurança e Luta contra a Corrupção da Duma (Câmara dos Deputados).

Desta forma, precisou, a despesa em defesa neste ano representará 2,3% do Produto Interno Bruto, enquanto em 2017 será de 2,2%, em 2018 de 2% e em 2019 de 1,9%.

Aparentemente, onde não haverá cortes será nos salários dos militares, já que o presidente russo, Vladimir Putin, considera os mesmos intocáveis.

Também não devem ser afetados os programas de rearmamento, já que o chefe do Kremlin ordenou em setembro ao governo que preparasse um novo plano até 2025, que complementará o já vigente, cujo principal objetivo é manter a paridade nuclear com os Estados Unidos.

"As Forças Armadas e outras unidades devem receber armamento e equipes modernos que permitam defender eficazmente a Rússia das potenciais ameaças militares", indicou Putin.

Putin admitiu que a elaboração do novo programa de rearmamento teve que ser adiada durante dois anos, decisão que os especialistas relacionaram com a profunda recessão na qual se encontra imersa a economia nacional desde finais de 2014.

O presidente defendeu o custoso programa de rearmamento, apesar da crise econômica, falando que um Exército moderno é garantia não só da defesa nacional, mas também da independência da política externa do país.

A ala liberal do governo advogou, no entanto, em várias ocasiões por diminuir as despesas em defesa para manter intactos os programas sociais, já que a economia voltará a se contrair neste ano.

Por enquanto, se desconhece se os cortes previstos influenciarão na intervenção na Síria, que começou há mais de um ano, embora Putin já retirou o grosso das forças russas desdobradas nesse país no começo do ano.

Em dezembro, Putin aprovou uma nova estratégia de segurança nacional até 2020 que permite, caso a diplomacia não surta efeito, o uso da força para a defesa dos interesses nacionais.

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