Turquia envia tanques e artilharia pesada para fronteira com Iraque

Ancara, 1 nov (EFE).- A Turquia começou a mandar tanques, blindados e equipamentos militares pesados para perto da cidade de Silopi, na fronteira com o Iraque, para estar preparada "diante de qualquer cenário", anunciou o ministro da Defesa turco, Fikri Isik, nesta terça-feira.

Ele disse que a presença de guerrilheiros do grupo armado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) na região iraquiana de Sinjar é motivo de preocupação, de acordo com o jornal "Sabah".

Sinjar é uma região montanhosa no norte do Iraque que várias milícias curdas, entre elas a guerrilha do PKK, ativa na Turquia, retomaram dos jihadistas do Estado Islâmico em novembro do ano passado.

"Estão acontecendo coisas importantes em nossa região. Por um lado, há uma luta contra o terrorismo dentro das nossas fronteiras, por outro há desenvolvimentos de grandes combates do outro lado. A Turquia tem que estar preparada diante de qualquer cenário", disse o ministro aos jornalistas.

As TVs turcas mostraram imagens de comboios levando tanques e material bélico Ancara e Cankiri à região de Silopi.

Na última década, o governo turco fez várias incursões terrestres no norte do Iraque para punir o PKK nos montes Qandil.

O ministro também afirmou que "uma linha vermelha" para a Turquia era uma possível mudança na estrutura demográfica de Mossul, cidade sunita da qual as forças iraquianas buscam expulsar o EI.

"Se passar essa linha vermelha, a Turquia fará o que for preciso", advertiu o ministro.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, já disse no sábado passado que a Turquia pretendia reforçar suas tropas em Silopi e ameaçou responder às milícias xiitas se causavam danos a civis na cidade iraquiana de Tal Afar. Grupos paramilitares xiitas iraquianos apoiados pelo Irã tinham indicado então que se dirigiam a Tal Afar, dentro da ofensiva para expulsar os jihadistas de Mossul.

Ancara advertiu reiteradamente contra excessos na tomada dessa cidade, situada a 170 quilômetros de Silopi, e que tem uma grande população turcomana, grupo étnico vinculado aos turcos.

"A Turquia não vai permitir que elementos estrangeiros e organizações terroristas ganhem terreno na região aproveitando a operação de Mossul", concluiu o ministro.

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