Campanha de Trump rejeita artigo do Ku Klux Klan com elogios ao magnata

Washington, 2 nov (EFE).- A campanha do candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou nesta quarta-feira um artigo de uma publicação vinculada ao grupo racista Ku Klux Klan (KKK) que elogia o magnata imobiliário, a seis dias das eleições.

O periódico "The Crusader" publica em sua última edição trimestral um artigo na capa e de página inteira intitulado "Tornar os EUA grandes de novo", o lema eleitoral de Trump, junto a uma foto do multimilionário nova-iorquino no centro.

"Tornar os EUA grande de novo! É o slogan que Donald Trump usou repetidamente em sua campanha para a presidência", escreve o pastor Thomas Robb na publicação de 12 páginas, que se define como "a principal voz da resistência branca".

"Mas isso pode acontecer? Podem os EUA realmente serem grandes de novo? Isto é o que saberemos em breve", assegura Robb, diretor nacional dos "cavalheiros do Ku Klux Klan", umas das maiores organizações dos EUA associada ao KKK.

"Os EUA foram fundados como uma República Cristã Branca. E, como República Cristã Branca, fizeram-se grandes", acrescenta o pastor.

Em comunicado, a campanha do candidato republicano apressou-se hoje a condenar o artigo, ao ressaltar que "o senhor Trump e a campanha denunciam o ódio em qualquer forma".

"Esta publicação é repulsiva e suas opiniões não representam as dezenas de milhões de americanos que estão se unindo a nossa campanha", acrescentou o comunicado.

Alguns veículos de comunicação americanos interpretaram o texto como o apoio oficial do KKK à candidatura presidencial do magnata, apesar de Robb negar essa versão.

"Em geral, gostamos de suas opiniões nacionalistas e suas palavras sobre o fechamento da fronteira aos estrangeiros ilegais. Não é um apoio (à candidatura de Trump) porque, como com qualquer um, há coisas com as quais não estamos de acordo", declarou o pastor ao jornal "The Washington Post".

No último mês de fevereiro, o multimilionário nova-iorquino causou polêmica por não condenar o respaldo a sua campanha do ex-líder do KKK David Duke, depois que o jornalista da emissora "CNN" Jake Tupper lhe perguntasse em até três ocasiões se rejeitava esse apoio.

Na entrevista, Trump argumentou não saber nada nem sobre David Duke nem sobre os supremacistas brancos.

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