Líder conservador recebe incumbência de formar governo na Islândia

Copenhague, 2 nov (EFE).- O líder conservador do Partido da Independência, Bjarni Bendiktsson, recebeu nesta quarta-feira a incumbência do presidente da Islândia, Gudni Th. Johannesson, de formar governo depois que sua legenda venceu as eleições gerais antecipadas no último sábado com 29% dos votos.

O anúncio do presidente islandês foi feito depois que ele manteve uma rodada de contatos com os líderes dos sete partidos que conquistaram cadeiras no parlamento do país nórdico.

Os conservadores obtiveram 21 cadeiras, o dobro do segundo partido mais votado, mas o declínio de seu sócio no poder, o Partido Progressista, que passou de 19 para apenas oito parlamentares, obriga o Partido da Independência a buscar outras alianças para conseguir a maioria absoluta de 32 parlamentares.

Assim, a coalizão de centro-direita ficou com 29 cadeiras, enquanto a centro-esquerda somou 27 e a reformista, uma cisão pró-União Europeia dos conservadores nascida há poucos meses e que se manteve à margem dos dois grandes blocos durante a campanha, obteve sete parlamentares.

O Partido da Independência poderia tentar negociar um acordo com o grupo reformista e, inclusive, com o Futuro Brilhante, outro partido de centro que integra o bloco opositor, sem contar com os "progressistas", dada a rejeição a estes do restante das forças.

O escândalo motivado pela vinculação do ex-líder do Partido Progressista e então primeiro-ministro, Sigmundur David Gunnlaugsson, com o escândalo dos Panama Papers motivou sua renúncia em abril, após vários protestos populares, o que provocou a realização de eleições antecipadas.

Durante as reuniões com o presidente, o líder do bloco reformista, Benedikt Johanesson, se ofereceu para liderar um governo liberal centrista, enquanto o Movimento de Esquerda Verde, a força mais votada da oposição, propôs um executivo liderado por ela e que incluísse outros quatro partidos.

O Partido Pirata, a terceira força, defendeu um governo em minoria dos esquerdo-verdes e as duas forças de centro da oposição, apoiado de fora por eles e pela Aliança Social-Democrata.

Os piratas foram uma das sensações eleitorais, ao triplicarem o número de cadeiras, mas ainda ficaram muito longe das previsões que chegaram a situá-los durante quase um ano como a primeira força política do país, com um pico de 43% de apoio há seis meses.

Apesar dos escândalos que abalaram o governo, o Partido da Independência se beneficiou da boa situação econômica - o desemprego está em torno de 2%, um nível similar ao anterior à crise de 2008 - e de sua condição de tradicional dominador da política islandesa. EFE

alc/rpr

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