Tribunal dita prisão a militares bósnio-croatas suspeitos de crimes de guerra

Sarajevo, 2 nov (EFE).- O Tribunal da Bósnia-Herzegovina, em Sarajevo, enviou nesta quarta-feira à prisão preventiva durante um mês dez antigos militares bósnio-croatas suspeitos de crimes de guerra e contra a humanidade contra sérvios no nordeste bósnio.

Em comunicado divulgado em seu site, a corte, que opinou pela detenção por pedido da Procuradoria, considerou que existe risco "de fuga" dos detidos.

Além disso, se estivessem em liberdade, "poderiam dificultar o procedimento penal" com a influência sobre as testemunhas e cúmplices ou com destruição de provas ou pistas em relação às acusações, argumentou o tribunal.

Os dez suspeitos foram detidos na segunda-feira, acusados de, como membros das estruturas do Conselho de Defesa Croata (HVO), um corpo militar dos bósnio-croatas durante a guerra (1992-1995), cometerem crimes contra um grande número de sérvios na região nordeste de Orasje e seus arredores.

Os crimes foram perpetrados entre abril de 1992 e julho de 1993, segundo a Procuradoria bósnia, a cargo da investigação do caso.

Entre os detidos -com cidadãos da Bósnia e da vizinha Croácia- estão o general reformado Djuro Matuzovic, que foi o comandante do HVO em Orasje, assim como Todo Orsolic e Marko Dominkovic, chefes da Polícia na zona durante a guerra e que depois do conflito exerceram cargos nas estruturas policiais bósnias.

A detenção destes suspeitos suscitou protestos entre líderes bósnio-croatas e da Croácia.

Nh-Sn/ff

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