Trump pede que seus eleitores votem como se "estivessem perdendo" na Flórida

Miami, 2 nov (EFE).- O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, foi nesta quarta-feira à Miami, uma das principais cidades da Flórida, e pediu em um evento de campanha que seus apoiadores no estado votem como "se estivessem perdendo".

"Façamos de conta que estamos perdendo", disse Trump ao pedir o voto de seus eleitores na Flórida, um estado dos mais diversos e voláteis do país e que representa 29 votos no colégio eleitoral, o que o torna vital para as pretensões dos dois candidatos.

Sem uma vitória na Flórida, o empresário praticamente não terá chances de vencer as eleições presidenciais da próxima terça-feira. As pesquisas de intenção de voto, por sua vez, não conseguem indicar qual dos dois concorrentes é o favorito no estado.

A emissora "CNN" publicou hoje uma pesquisa que aponta uma vantagem de dois pontos percentuais para a democrata Hillary Clinton, mas outros dois levantamentos indicavam uma vitória do republicano por quatro pontos percentuais sobre a adversária.

O site "RealClearPolitics", que elabora uma média das principais pesquisas, situa Trump um ponto percentual a frente de Hillary na Flórida, depois de o empresário ter ficado atrás da ex-primeira-dama no estado em boa parte dos últimos meses de campanha.

Além de Miami, Trump ainda faz outros dois eventos hoje no estado. Primeiro, irá a Orlando, no centro da Flórida. Depois, visita Pensacola, no noroeste da região.

Empolgado pelas boas notícias das pesquisas e cartazes como "Latinos por Trump" e "Cubanos por Trump" mostrados pelos presentes no comício em Miami, o republicano pediu o voto dos imigrantes cubanos mais tradicionais e afirmou que irá revisar a aproximação entre Washington e Havana, iniciada por Obama, e que culminou no restabelecimento das relações diplomáticas em 2015.

O empresário, além disso, agradeceu pelo prêmio que recebeu da Associação de Veteranos da Baía dos Porcos, um grupo de exilados anti-Fidel Castro que participou a fracassada invasão da Baía dos Porcos em 1961.

"Vamos ter o acordo que as pessoas de Cuba, daqui e de lá, merecem", afirmou Trump, sem detalhar se romperá relações com a ilha caso vença as eleições presidenciais da próxima terça-feira.

O candidato também não esclareceu se enviou em 2012 e 2013 emissários para avaliar negócios em Cuba, como denunciaram a revista "Newsweek" e a "Bloomberg" apesar das restrições comerciais entre ambos os países. Trump, inclusive, foi reticente ao falar sobre o assunto em recente entrevista concedida na Flórida.

Por outro lado, Trump voltou proferir sua agressiva mensagem contra a imigração ilegal em um estado onde as várias comunidades cubana e porto-riquenha não sofrem o mesmo assédio das autoridades como os mexicanos e os centro-americanos.

O empresário, que prometeu deportar todas as 11 milhões de pessoas nesta situação no país, afirmou que expulsará "todos os imigrantes ilegais" e que "milhares" foram assassinados pelas mãos deles.

Trump prometeu o "plano mais radical de imigração para salvar vidas" e questionou Hillary por apoiar as chamadas "cidades santuário", aquelas que não adotam programas de cooperação em imigração que são voluntários.

Além disso, o empresário repetiu as várias críticas que tem feito na campanha. Chamou o sistema político de "destorcido e corrupto", a imprensa de "desonesta" e afirmou haver uma "torcida Hillary Clinton" entre os jornalistas que trabalham nas eleições.

Trump também disse que previa novos vazamentos do Wikileaks sobre a democrata, algumas delas embaraçosas, como a do e-mail pessoal do diretor da campanha de Hillary, John Podesta.

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