Universidade faz corrida de tubarões para prever novo presidente dos EUA

Ana Mengotti.

Miami, 2 nov (EFE).- Cansada do suspense das pesquisas e inspirada no polvo Paul, famoso oráculo que ganhou as manchetes durante a Copa do Mundo de 2010, uma universidade da Flórida decidiu organizar uma corrida de tubarões para prever quem será o novo presidente dos Estados Unidos.

O tubarão-mako que ganhou o nome do candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, foi mais longe do que o batizado com o nome da democrata Hillary Clinton, da mesma espécie, na brincadeira realizada pela instituição.

De 26 de setembro até hoje, o "tubarão Trump" percorreu 1.022 quilômetros, contra apenas 780 quilômetros do "tubarão Hillary", de acordo com o mapa interativo criado pela Nova Southeastern University (NSU) para rastrear os dois animais por satélite.

Se no mundo real as pesquisas mostram um empate técnico entre os dois candidatos, um resultado bastante diferente da corrida de tubarões, ambas as disputas, porém, guardam semelhanças.

A principal delas é a repetição do antagonismo entre os dois adversários. Desde o início da prova, os tubarões seguiram caminhos completamente distintos, sem se aproximar desde 26 de setembro.

"A cada quatro anos em nosso país, o melhor e o pior dos candidatos e do povo se manifestam no discurso político. Neste ano, o país está mais dividido do que nunca, por razões de raça, direitos humanos, economia e, certamente, política. Por isso, neste ano, resolvemos misturar ciência e política para nos divertirmos", disse à Agência Efe o diretor-executivo de Relações Públicas e Marketing da NSU, Brandon Hensler.

"É uma maneira de tornar a eleição mais polêmica de nossa geração em divertida, enquanto aproveitamos o momento para mostrar ao público as pesquisas que fazemos não só com os tubarões, mas sobre os recifes de corais e todo meio ambiente do mar", ressaltou.

O vencedor da "Corrida Presidencial de Tubarões" será anunciado na próxima sexta-feira. A NSU, porém, terá que esperar mais quatro dias para saber se o campeão é tão eficaz como o polvo Paul, que antecipou o triunfo da Espanha na Copa do Mundo de 2010.

"Trump" e "Hillary" fazem parte de uma pesquisa sobre as migrações de tubarões realizada pelo Halmos College of Natural Sciences and Oceanography da NUS.

O "tubarão democrata" tem como lema de campanha "Swimming Stronger Together" (Nadando juntos, somos mais fortes) e o "tubarão republicano" adota o "Mako America Great Again", um trocadilho que substitui a palavra "make" usada pelo candidato da vida real em "Make America Great Again" por "mako", a espécie do animal.

"Para mim, isso não se trata de política, mas de pesquisa", disse o presidente da NSU, George Hanbury, em comunicado no qual ressalta o trabalho da universidade para proteger os animais marítimos.

Organizações de defesa dos animais calculam que, a cada ano, entre 70 e 100 milhões de tubarões são capturados no mundo. As barbatanas são vendidas no mercado asiático por até US$ 60.

As pesquisas do NSU sobre os tubarões-mako revelou que, como ocorre com as pessoas, há diferenças comportamentais entre eles. O rastreamento por satélite mostra que alguns tendem a percorrer milhares de milhas e se afastar do litoral em direção ao mar aberto, como "Trump", e outros ficam em águas mais "familiares", como fez "Hillary", disse o professor Mahmood Shivji.

Apesar de parecer que a vitória de "Trump" já está decidida, uma reviravolta ainda pode ocorrer na "Corrida Presidencial de Tubarões". Cerca de 30% dos tubarões-mako rastreados pela NSU acabam "sumindo do mapa", seja porque foram capturados por pescadores ou por problemas com o dispositivo que acompanha a movimentação deles.

Também é possível que "Hillary" comece a nadar freneticamente e "Trump" opte por descansar. Nada está decidido até o final, como nas eleições de 8 de novembro.

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