Xi denuncia as conspirações e as "facções" no Partido Comunista

Pequim, 2 nov (EFE).- O presidente da China, Xi Jinping, denunciou as conspirações e as "facções" no seio do governante Partido Comunista chinês (PCCh) em mensagem dirigida a seus adversários políticos, muitos deles condenados à corrupção sob seu mandato.

A agência oficial "Xinhua" publica nesta quarta-feira algumas das declarações do presidente realizadas há uma semana no Sexto Plenário, a importante reunião política do PCCh da qual Xi saiu reforçado após ser proclamado "líder central" da formação.

"Um punhado de altos funcionários do Partido, superados por sua cobiça pelo poder, recorreram a conspirações políticas, trabalhando com aparente obediência enquanto formavam panelinhas para perseguir seus interesses egoístas", afirmou Xi na reunião do PCCh em Pequim, segundo recolhe "Xinhua".

Como exemplos, Xi nomeou os cargos de maior categoria condenados a corrupção desde sua chegada ao poder e pertencentes a facções contrárias à sua: os ex-ministros Zhou Yongkang e Bo Xilai, os ex-generais do Exército Guo Boxiong e Xu Caihou, e a mão direita do ex-presidente Hu Jintao, Ling Jihua.

Seus atos, disse Xi aos membros do Partido reunidos no Sexto Plenário, danificaram seriamente os princípios éticos do partido, minou sua unidade e prejudicou sua imagem pública.

Nesse sentido, o novo "líder central" do PCCh pediu mais esforços contra estes atos "corruptos". "Como a natureza, a política também é vulnerável à poluição. Uma vez que os problemas aparecem, é preciso pagar um preço muito alto para devolvê-la a seu estado original", manifestou.

Não é a primeira vez que Xi admite a existência de facções no Partido Comunista, apesar de suas declarações mostrarem a intenção de acabar com estas divisões.

Desde sua chegada ao poder em 2013, Xi foi acumulando cargos até se transformar no presidente com mais poder concentrado desde Mao Tsé-tung.

Segundo os analistas, a campanha anticorrupção que impulsionou em sua chegada ao Executivo valeu como ferramenta para aplacar ou minar seus inimigos, e reforçar assim seu poder.

No plenário, o PCCh deixou claro que a campanha de Xi "contra tigres e moscas" (funcionários de qualquer nível) continuará ao aprovar dois documentos destinados a reforçar a disciplina do Partido, um eufemismo para se referir à luta contra a corrupção.

Hoje a agência oficial "Xinhua" publica alguns detalhes dos textos aprovados pela formação há uma semana, nos quais insiste que ninguém evitará a investigação.

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