Hariri, nomeado primeiro-ministro do Líbano, formará governo de unidade

Beirute, 3 nov (EFE).- O recém nomeado chefe de Governo libanês, Saad Hariri, anunciou nesta quinta-feira que formará o mais rápido possível um gabinete de "união nacional", que terá como objetivo o "ressurgimento do Líbano" e a elaboração de uma lei eleitoral "justa".

"Uma nova era foi aberta e acredito que neste momento positivo, que põe fim aos sofrimentos do país e de seus cidadãos após dois anos e meio de vazio e paralisias, deve-se formar rapidamente um governo", afirmou Hariri ao término de sua reunião com o presidente, Michel Aoun.

O novo primeiro-ministro antecipou que trabalhará para conseguir "uma lei eleitoral justa, que assegure uma representação equilibrada e supervisione a realização das eleições legislativas a tempo", previstas em maio ou junho do próximo ano.

"Tive a honra de que o chefe do Estado Michel Aoun atribuísse a mim formar governo, o que aceitei e agradeço a confiança dos meus colegas parlamentares por terem me encomendado esta tarefa nacional", acrescentou.

Hariri, que foi convocado ao palácio presidencial, em presença do presidente do Parlamento Nabih Berri, obteve hoje o apoio de 112 dos 127 deputados da Casa, durante os dois dias de consultas parlamentares.

Só se abstiveram de apoiar sua nomeação o grupo xiita Hezbollah e alguns deputados pró-sírios.

"Começo minha missão aberto a todos, inclusive àqueles que não me apoiaram em conformidade com a Constituição e a nossos valores democráticos", disse Hariri a respeito.

Em seu discurso, Hariri expressou, além disso, seu desejo de que "todas as mãos se juntem" para enfrentar os desafios econômicos, de segurança e políticos.

Também prometeu "proteger o país das chamas que o rodeiam, reforçar sua imunidade frente ao terrorismo, ajudar a resolver o problema dos refugiados e recuperar a confiança dos jovens em um futuro melhor e dos árabes e do mundo no Líbano".

"Esta é a promessa que faço aos libaneses neste novo mandato", concluiu Hariri, que já ocupou o cargo de primeiro-ministro entre 2009 e 2011.

Hariri concorreu à chefia de governo após ter dado seu apoio a Aoun, o que desbloqueou a paralisia política no Líbano, que tinha ficado sem um presidente desde o dia 25 de maio de 2014 por causa de desavenças entre os grupos políticos.

Aoun foi eleito chefe de Estado na segunda-feira passada com o apoio de 83 deputados em segunda votação, entre eles os do Hezbollah.

Segundo o sistema político em vigor no Líbano, o presidente deve pertencer à comunidade cristã maronita (católica de Oriente) enquanto a chefia do Governo corresponde a um muçulmano sunita e a do Parlamento a um xiita.

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