Líder do EI pede a combatentes que não se rendam em Mossul

Cairo, 3 nov (EFE).- O líder do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al Bagdadi, pediu nesta quinta-feira a seus combatentes que não se rendam durante a batalha atual na cidade de Mossul, "capital" dos terroristas no Iraque.

"Hoje o Estado Islâmico trava uma grande jihad (guerra santa) que só aumenta nossa fé", disse Baghdadi em um áudio de 31 minutos divulgado em fóruns jihadistas, o primeiro em um ano que divulga e cuja autenticidade não pôde ser comprovada.

O autodeclarado califa, que se acredita continua em Mossul e o qual várias vezes foi dado como morto ou ferido, ressaltou que "conservar o território com honra é mil vezes mais fácil que se retirar na vergonha".

"Esta guerra é sua guerra", insistiu Baghdadi, pedindo para transformar a vida de seus inimigos em um inferno: "Transformem seu sangue em rios", disse.

Durante sua fala, o líder jihadista enviou uma mensagem aos sunitas do Iraque, mesmo ramo do Islã de seu grupo, aos quais pediu que renunciem a "seus partidos e dirigentes" e se unam ao EI.

"Os sunitas do Iraque ainda estão como espectadores e silenciosos apesar dos maus-tratos e da humilhação que sofrem do governo xiita", lamentou Baghdadi, em uma tentativa de ganhar mais adeptos para suas fileiras.

Também se dirigiu aos muçulmanos de países de Ásia, Oriente Médio e África nos quais há atividade jihadista, assegurando que eles são "a base do Islã" e louvando que "surpreenderam os infiéis com sua jihad".

Baghdadi não esqueceu de fazer suas críticas contra o Ocidente, concretamente a Europa, a qual qualificou de "berço dos cruzados", e a acusou de tentar "invadir a terra do Islã e dos muçulmanos".

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