Marroquino aceita ser expulso da Espanha para não ser julgado por ser do EI

Madri, 3 nov (EFE).- Um marroquino acusado de integrar um braço do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), Abdeladim. A., detido em 2015 em Madri, aceitou nesta quinta-feira ser expulso de seu país de origem para evitar ser julgado na Espanha e enfrentar uma pena de dez anos de prisão.

A defesa do suposto jihadista chegou a um acordo com a Promotoria e o acusado admitiu os fatos: fazer parte e tramitar uma filial do EI destinada à propaganda, captação e envio de pessoas a zonas de combate.

Abdeladim A., que estava em prisão provisória desde sua detenção, aceitou a expulsão, com o que evita ser julgado na Audiência Nacional Espanhola.

O marroquino, que não poderá voltar à Espanha dentro de seis anos, foi um dos 14 detidos em agosto passado em uma operação conjunta da Polícia espanhola e a Direção Geral de Vigilância do Território marroquino, que promoveu a desarticulação no Marrocos de uma célula de captação e envio de combatentes estrangeiros para Síria e Iraque, a fim de se integrarem ao EI.

Segundo o escrito de acusação provisório da Promotoria, pelo menos desde 2014 e até sua detenção em agosto de 2015, o acusado integrou a citada rede jihadista que atuava na Espanha, Marrocos e outros países.

Segundo explicaram os investigadores quando desarticularam a rede, tinha a intenção de reeditar no Marrocos e na Espanha os massacres realizados por EI.

O suposto jihadista vivia na cidade madrilena de San Martín de la Vega com sua mulher e seus três filhos e viajou em várias ocasiões ao Marrocos - a última um mês antes de sua detenção - através da cidade espanhola de Melilla (norte da África), onde operava a célula.

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