Reino Unido acredita que líder do Estado Islâmico pode ter fugido de Mossul

Londres, 3 nov (EFE).- O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou nesta quinta-feira que possui informações de inteligência que sugere que o líder do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Baghdadi, pode ter saído da cidade de Mossul, alvo de uma ofensiva do Exército do Iraque.

"É uma cruel ironia que o cavalheiro em questão tenha abandonado a cena em Mossul, embora continue utilizando a internet para encorajar as pessoas a tomar parte na violência", disse Johnson, ex-prefeito de Londres, em discurso na Câmara dos Comuns.

O chefe da diplomacia britânica deu as declarações depois da divulgação de uma gravação de 31 minutos em fóruns jihadistas, na qual Al-Baghdadi pede aos combatentes do EI para lutar até o fim contra o Exército do Iraque na ofensiva contra Mossul.

Johnson afirma que o grupo extremista está "caindo e se desintegrando", além de ter se mostrado confiante que Mossul caminhe em direção à "estabilização" após a derrota dos jihadistas.

Sobre uma futura ofensiva contra Al Raqqa, reduto do EI na Síria, Johnson disse que ainda é prematuro determinar um calendário para a recuperação da cidade.

Al Baghdadi, que em junho de 2014 fez um discurso em uma mesquita de Mossul no qual anunciava o califado do EI, pediu no áudio que os seguidores do grupo "mantenham o território com honra". O líder da organização já foi dado por morto ou ferido diversas vezes. Outras agências de inteligência dizem que ele segue na cidade iraquiana.

"Essa guerra é a nossa guerra. Transformem o sangue deles em rios", disse Al Baghdadi no aúdio divulgado hoje.

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