Estado Islâmico continua com execuções maciças na cidade de Mossul

Genebra, 4 nov (EFE).- A organização terrorista Estado Islâmico (EI) continua com as execuções maciças na cidade iraquiana de Mossul e seus arredores, onde nesta semana pode ter assassinado 430 pessoas, entre elas, 50 de seus próprios militantes, disse nesta sexta-feira a ONU.

Os jihadistas executados na segunda-feira, em uma base militar de Mossul, eram acusados de deserção, precisou a porta-voz do Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas, Ravina Shamdasani.

Outras 180 vítimas eram antigos funcionários públicos que foram assassinados nesta quarta-feira pelo EI antes que este grupo se retirasse de uma cidade ao leste de Mossul.

Dentro da cidade mesma, outras 200 pessoas foram executadas sumariamente no mesmo dia, mas não há detalhes sobre as circunstâncias deste crime.

Por outro lado, a ONU revelou que o EI exige das famílias de Mossul, que controla desde 2014, que entreguem seus filhos homens que tenham a partir de 9 anos para transformá-los em combatentes.

Os jihadistas "tocam porta por porta" e em outros casos ordenam através de alto-falantes instalados em veículos que circulam pela cidade que todas as famílias lhes entreguem seus filhos de 9 a 10 anos.

Os terroristas advertem, além disso, às famílias que, em caso de desobediência, serão castigadas, disse Shamdasani.

Continuando com a barbárie que o EI instalou em Mossul, a porta-voz da ONU disse que também corroborou a informação de que os jihadistas retêm cerca de 400 mulheres das minorias curda, xiita e yazidí.

Além disso, continua com sua estratégia de transferir famílias inteiras desde localidades periféricas a zonas da cidade onde operam os jihadistas para que sirvam de escudos humanos.

Além de dezenas de milhares de pessoas deslocadas por essa razão nas últimas duas semanas, 150 famílias mais foram transferidas nesta quarta-feira a Mossul.

Outras 1.600 pessoas foram tiradas à força da comarca de Haman al Alil, mas acredita-se que uma parte delas foi levada à Síria, onde o EI controla vastos territórios próximos à fronteira com o Iraque.

Em relação aos combates livrados pelo EI contra o Exército iraquiano pelo controle do que é considerada a segunda cidade mais importante do Iraque, a ONU indicou que quatro mulheres morreram e várias outras foram feridas em um recente bombardeio aéreo.

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