Partido Kuomintang recupera fundos congelados e evita quebra

Taipé, 4 nov (EFE).- O Partido Kuomintang (KMT) de Taiwan, que foi um dos mais ricos do mundo e governou a ilha de 1945 a 2000 e de 2008 a 2016, conseguiu recuperar nesta sexta-feira o controle de suas contas destinadas ao pagamento de salários de empregados e escapar assim da quebra, graças a uma decisão judicial.

Uma sentença do Alto Tribunal Administrativo de Taipé opinou que o Comitê para a Devolução de Bens Ilegais de Partidos não tem poder para congelar contas de pagamento de salários, antes do término de uma investigação para determinar se sua origem é ou não legal.

O descalabro do KMT nas eleições de janeiro de 2016, nas quais perdeu a presidência e também, pela primeira vez desde 1949, o controle do parlamento, permitiu ao governante Partido Democrata Progressista (PDP), com maioria absoluta no Legislativo, desbloquear a investigação sobre os bens do KMT.

Críticos do KMT asseguram que esse partido se apossou de propriedades do governo colonial japonês e de cidadãos quando tomou controle de Taiwan em 1945 e depois quando se refugiou na ilha, após ser derrotado na China pelo Partido Comunista na guerra civil concluída em 1949.

O KMT assegura que já devolveu todos os bens de origem duvidosa, e que os que tem atualmente foram obtidos legalmente.

Após a aprovação no parlamento ilhéu da criação do Comitê e sua constituição em julho deste ano, todos os bens do KMT que não se possa demonstrar que procedam de doações, subsídios ou cotas de membros são considerados ilegais.

O comitê congelou várias contam do KMT, incluídas as que utilizava para pagar salários, e no último mês o partido teve que pedir empréstimos e doações para poder pagar seus empregados.

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