Coalizão anti-jihadista bombardeia 71 posições do EI no norte da Síria

Ancara, 5 nov (EFE).- O exército da Turquia informou neste sábado que a coalizão anti-jihadista bombardeou 71 posições do Estado Islâmico (EI) no norte da Síria nas últimas 24 horas, enquanto este grupo terrorista se responsabilizou por um atentado no sudeste da Turquia que deixou dez mortos.

Segundo um comunicado das forças armadas turcas, oito jihadistas morreram nesses bombardeios, nos quais não se identifica a nacionalidade dos caças que participaram, segundo a agência de notícias "Anadolu".

Por outro lado, em diferentes combates no norte da Síria, cinco jihadistas morreram e outros cinco integrantes das facções opositoras sírias aliadas da Turquia, assim como um soldado turco.

Os militares turcos lançaram no final de agosto a operação "Escudo do Eufrates", junto com facções rebeldes sírias, e lutam contra o EI no norte da Síria, onde também atacaram milícias curdo-sírias.

O objetivo dessa operação, segundo o governo turco, é afastar o EI de suas fronteiras e evitar que as milícias curdo-sírias consigam controlar uma faixa territorial contínua ao longo do norte da Síria, ao conectar seus domínios situados no leste e no oeste.

A agência de propaganda digital "Amaq", ligada aos jihadistas, indicou que o EI foi responsável pelo atentado de ontem com um carro-bomba em Diyarbakir, no sudoeste da Turquia, no qual morreram nove pessoas e o terrorista suicida.

Em mensagem divulgada através do Twitter, a agência dos radicais assegurou que combatentes do EI fizeram um carro-bomba explodir em frente à sede da polícia turca nessa cidade.

A "Amaq" não ofereceu mais detalhes sobre o ataque, que aconteceu ontem às 7h53 locais (2h53 de Brasília) em um bairro periférico de Diyarbakir, onde uma caminhonete carregada com uma tonelada de explosivos explodiu perto de um quartel das forças especiais da polícia, segundo as autoridades locais.

O escritório do governador provincial atribuiu o ataque ao grupo armado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, sigla em curdo), que utiliza com frequência carros-bomba contra edifícios e veículos policiais nas províncias do sudeste onde está ativo.

Uma dúzia de deputados do Partido Democrático dos Povos (HDP, sigla em turco), a legenda de esquerda pró-curda da Turquia, foram detidos ontem por supostos vínculos com o PKK.

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