Milhares de sul-coreanos voltam às ruas para pedir renúncia da presidente

Seul, 5 nov (EFE).- Milhares de manifestantes pediram novamente neste sábado em Seul a renúncia da presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, por causa do escândalo de corrupção que envolve uma confidente sua acusada de interferir em assuntos de Estado e de apropriação de recursos públicos.

Cerca de 43 mil manifestantes, segundo a polícia da capital, e 100 mil, segundo os organizadores, se reuniram no centro da cidade para participarem do protesto, para a qual foram mobilizados por volta de 20 mil efetivos policiais.

Esta é a última de uma série de manifestações contra a presidente, que, segundo a última pesquisa de opinão, conta com uma taxa de aprovação de apenas 5%, o menor nível já registrado por um chefe de Estado sul-coreano.

Um tribunal da cidade autorizou hoje que os manifestantes desfilassem pela capital, já que, até agora, as forças de segurança tinham permitido apenas uma concentração que impedia os participantes de caminhar ao longo de um percurso predeterminado.

O protesto é consequência da decisão da procuradoria de indiciar esta semana uma amiga e confidente de Park, Choi Soon-sil, de 60 anos, por crime de abuso de poder e de apropriação de recursos públicos, entre outras acusações.

Acredita-se que Choi, que não tem qualquer cargo oficial, interferiu em uma série de decisões de Park, que chegou ao poder em fevereiro de 2013, teve acesso não autorizado a documentos presidenciais e modificou importantes discursos da governante.

Também existe a suspeita de que essa mulher forjou um esquema para que grandes empresas doassem recursos para duas fundações públicas, de cujos ativos ela teria se apropriado parcialmente.

A mulher permanece detida enquanto os procuradores fazem buscas em seus documentos e contas bancárias.

Choi Soon-sil é filha do falecido líder de uma seita religiosa que se transformou no mentor de Park há décadas.

A relação entre Park, filha do ditador Park Chung-hee (que governou entre 1961 e 1979), e o líder religioso começou quando esta tinha apenas 22 anos e depois que sua mãe, a então primeira-dama Yook Young-soo, foi assassinada por um simpatizante da Coreia do Norte em 1974.

O vínculo entre os dois aparentemente se estreitou ainda mais quando o próprio Park Chung-hee foi assassinado cinco anos depois pelo chefe de seu aparato de inteligência.

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