Amigo do assassino de família brasileira na Espanha permanece preso

Brasília, 5 nov (EFE).- Marvin Henriques Correia, amigo e suposto cúmplice François Patrick Nogueira Gouveia que confessou o assassinato de quatro familiares na Espanha, continua detido, apesar de as autoridades decidiram não formular acusações contra ele, informou neste domingo à Agência Efe seu advogado, Sheyner Asfora.

"Houve uma confusão, porque a Polícia Federal pediu que o caso fosse arquivado, pois Marvin não foi acusado de nenhum crime e recomendou sua libertação, mas isso ainda não aconteceu. Ele continua detido e estamos aguardando que se resolva com um habeas corpus", explicou Asfora.

Fontes policiais da Paraíba, onde Marvin está preso, disseram ontem à Efe que o jovem, de 18 anos, tinha sido libertado sem acusações, apesar de ter trocado mensagens de texto com François Patrick no momento em que tudo acontecia na cidade de Pioz, a cerca de 60 quilômetros de Madri. Asfora atribuiu isso a uma "confusão", mas confirmou que a Polícia Federal concluiu as investigações sobre o caso e decidiu não formular acusações, por isso entende que a libertação deveria acontecer.

Contudo, ela não chegou a se efetivar por conta de uma apelação do Ministério Público da Paraíba (MPPB), que entende que Marvin atuou como "cúmplice" no caso e que omitiu das autoridades informações sobre o assunto. Segundo o advogado, a omissão não pode ser considerada, porque "um cidadão não tem o dever jurídico de informar" sobre um crime, e o suposto envolvimento "não cabe", já que Marvin "não teve participação alguma" nos fatos.

"Sua conduta pode ser reprovável do ponto de vista moral, mas não jurídico e isso é o que concluiu a Polícia Federal", disse o advogado de defesa.

Marvin foi preso no último dia 28, durante as investigações realizadas sobre o caso, uma vez que em seu celular foi descoberta uma troca de mensagens com François Patrick enquanto ele estava na casa dos tios. Os dois conversaram e Marvim chegou a receber fotos do local do crime. O amigo, que estava no Brasil, riu e deu dicas a François Patrick.

Depois de cometer o crime, no dia 17 de agosto, François Patrick voltou ao Brasil, mas quando a Polícia espanhola descobriu seu envolvimento ele resolveu voltar a Madri, onde se entregou e confessou a autoria.

Marcos Nogueira, tio de François Patrick; a esposa, Janaína Américo, e os dois filhos do casal foram encontrados mortos um mês depois na casa onde moravam, depois que vizinhos entraram em contato com a Polícia para avisar sobre um forte cheiro na residência da família.

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