Milícia curda assume autoria de atentado que matou 11 pessoas na Turquia

Ancara, 6 nov (EFE).- Um grupo armado curdo, os Falcões pela Liberdade do Curdistão (TAK, sigla em curdo), reivindicou neste domingo a autoria do atentado com carro-bomba que deixou 11 mortos na última sexta-feira na cidade de Diyarbakir, na Turquia.

O atentado aconteceu perto de um distrito policial e causou 11 mortes, duas delas entre os agentes das forças de segurança, além de cerca de 100 feridos.

A reivindicação foi feita através da pagina da agência de notícias "Firat", ligada à guerrilha do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, sigla em curdo).

O TAK afirmou que o atentado foi uma ação suicida e lamentou a morte de civis, como o político curdo Recai Altay.

Esta reivindicação chega depois que o Estado Islâmico (EI) também assumiu a autoria dessa ação, algo que despertou dúvidas entre os especialistas, que não acreditam que os jihadistas contam com a logística necessária para realizar ataques com carros-bomba no sudeste da Turquia, onde a maioria da população é curda.

Apesar da reivindicação do EI, as autoridades turcas insistiram em apontar que a autoria era do PKK, citando conversas interceptadas pela polícia.

O TAK reivindicou a autoria de vários ataques e atentados desde 2004, mas as estruturas e objetivos deste grupo são pouco conhecidos.

Muitos analistas consideram o TAK simplesmente uma "marca subsidiária" do PKK, utilizada para reivindicar atentados que poderiam causar danos à imagem da guerrilha, especialmente quando estes causam a morte de civis.

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