Japão e Cazaquistão mostram compromisso para impulsionar desarmamento nuclear

Tóquio, 7 nov (EFE).- O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e o presidente cazaque, Nursultan Nazarbayev, reafirmaram nesta segunda-feira durante um encontro em Tóquio o compromisso para impulsionar o desarmamento nuclear e a não-proliferação.

"Quero trabalhar lado a lado com o povo do Japão, que sofreu os horrores das bombas nucleares, para conseguir um mundo sem elas", disse Nazarbayev em declarações recolhidas pela agência "Kyodo" durante a entrevista coletiva posterior à cúpula.

Por sua vez, Abe avaliou a "estreita coordenação" entre Tóquio e Astana no cenário internacional para conseguir o fim das armas nucleares.

Paradoxalmente, as palavras do primeiro-ministro do Japão foram ditas depois que em outubro o Japão votou contra (a pedido dos Estados Unidos, seu principal aliado e maior potência nuclear) uma resolução da ONU que buscava o início de uma negociação para o desarmamento atômico global em 2017.

Esta visita ao Japão de Nazarbayev -a quarta realizada ao arquipélago- ocorre justo no 25° aniversário de encerramento do polígono de testes nucleares cazaque de Semipalatinsk, onde a União Soviética realizou centenas de testes durante várias décadas.

Em comunicado conjunto, ambos líderes também lembraram que o próximo ano serão celebrados 25 anos do primeiro estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países.

Por sua vez, o primeiro-ministro do Japão já viajou exatamente há um ano ao Cazaquistão dentro de uma importante viagem pela Ásia Central dedicada a estreitar laços e reforçar a presença empresarial japonesa na região.

Abe insistiu durante a entrevista coletiva na "grande importância" das relações com esse país, que abriga vários recursos energéticos, um elemento de interesse para a terceira economia do mundo, enormemente dependente do exterior neste terreno.

Já Nazarbayev ressaltou que o "Cazaquistão é o principal parceiro comercial do Japão no sudeste asiático" e considerou que esta relação deve ser ampliada para aproveitar ao máximo seu "potencial".

O líder cazaque também expressou seu interesse de que ambas partes ampliem a cooperação em setores como manufaturas, agricultura, energia atômica ou metalurgias.

Nazarbayev, de 76 anos, deve oferecer amanhã um discurso perante a câmara alta japonesa antes de pôr fim na quarta-feira à viagem de quatro dias ao Japão com uma visita à cidade de Hiroshima, onde renderá tributo às vítimas do ataque nuclear americano ao término da Segunda Guerra Mundial.

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