Macri não descarta concorrer a segundo mandato apesar de "custos" pessoais

Buenos Aires, 7 nov (EFE).- O presidente da Argentina, Mauricio Macri, não descartou nesta segunda-feira concorrer em 2019 a um segundo mandato de governo apesar dos "custos" pessoais decorrentes de seu cargo.

"O mais possível é que estejamos aqui para mais que um mandato, mas é preciso ir passo a passo", disse Macri em uma entrevista ao canal de televisão "La Nación +", que iniciou hoje suas transmissões.

Macri, de 57 anos e cujo mandato de governo concluirá em dezembro de 2019, garantiu que "todo o tempo" pensa "no dia seguinte", quando deixar a Casa Rosada.

"Quero voltar a ter uma vida normal. Até tenho a fantasia de, quando terminar, viver um par de anos fora, ensinar em alguma universidade e que se esqueçam de mim por um tempo para depois voltar, porque eu amo este país e não posso viver em outro lugar que não seja este", declarou.

Macri comentou também que sua vida mudou "muito" e "para melhor" desde 10 de dezembro de 2015, quando chegou à presidência, embora tenha admitido que "este tipo de vida sempre tem custos", como a perda da intimidade ou a impossibilidade de "fazer alguma loucura".

O chefe de Estado, que antes de chegar à presidência foi prefeito de Buenos Aires (2007-2015), riu quando lhe mostraram fotos de seu rosto antes e depois de chegar na Casa Rosada.

"Não deveria envelhecer mais nos próximos anos que nos primeiros meses. Eu senti nos primeiros meses um estresse adicional por este salto quântico entre ser chefe de governo (de Buenos Aires) e ser presidente. Foi o estresse da herança recebida, que foi muito pior do que imaginamos", argumentou.

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