Noite de protestos em Hong Kong termina com 5 feridos e 4 detidos

Hong Kong, 7 nov (EFE).- Cinco feridos e quatro detidos é o resultado dos confrontos entre manifestantes e Polícia durante esta madrugada em Hong Kong, horas depois que uma manifestação contra a intervenção de Pequim nos assuntos políticos da ex-colônia inglesa levou milhares de pessoas às ruas.

Em um episódio que fez lembrar os históricos protestos democráticas vividas em Hong Kong no final de 2014 e conhecidos como a "revolução dos guarda-chuvas", centenas de pessoas se posicionaram perto de um prédio do governo chinês, o que gerou confrontos com a Polícia, que deixaram quatro detidos e cinco feridos (dois agentes e três manifestantes), segundo informou as forças da ordem.

Entre os detidos está o presidente do partido político Liga dos Social-Democratas, Avery Ng Man-Yuen, segundo confirmou o mesmo através de sua página no Facebook, depois de ser posto em liberdade pagando fiança.

Cerca de 13 mil pessoas segundo os organizadores, 8.000 de acordo com as autoridades, fizeram um protesto no território contra a intenção do governo chinês de intervir no conflito político que se vive no parlamento da ex-colônia inglesa há quase um mês.

Horas depois de terminar, centenas de manifestantes foram para o escritório de representação do governo de Pequim em Hong Kong, onde aconteceram os distúrbios.

Durante mais de cinco horas, Polícia e manifestantes se enredaram em múltiplos confrontos, nos quais os agentes usaram gás lacrimogêneo e cassetetes, e os manifestantes jogaram objetos, como garrafas de plástico e tijolos, segundo informou a Polícia.

Os representantes de grupos políticos liberais, alguns deles surgidos por causa dos protestos dos guarda-chuvas, junto com a Luta Estudantil pela Democracia, a Liga dos Social-Democratas e o Partido do Trabalho pediram aos manifestantes para manter a calma e evitar o confronto.

Segundo estimativas da imprensa local, cerca de 400 pessoas teriam participado de forma improvisada da manifestação na porta do edifício de representação chinesa, uma vez finalizada a passeata pacífica que percorreu várias ruas de Hong Kong.

Os manifestantes pediam a renúncia do chefe do governo de Hong Kong e o fim da intervenção do governo de Pequim nos assuntos locais.

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