Primeiros resultados confirmam vitória de Radev para presidência da Bulgária

Sófia, 7 nov (EFE).- Os primeiros resultados parciais oficiais do primeiro turno das eleições presidenciais da Bulgária, que acontecerem neste domingo, confirmam a vitória de Rumen Radev, candidato independente apoiado pela oposição socialista, informou nesta segunda-feira a Comissão Central Eleitoral do país europeu.

Após a apuração de 44,47% das urnas, Radev, antigo comandante da força aérea do país, ficou em primeiro lugar com 25,93% dos votos, seguido por Tzetzka Tsacheva, candidata do partido governamental Cidadãos para o Desenvolvimento Europeu da Bulgária (GERB, sigla em búlgaro) e atual presidente do parlamento, com 21,56%.

Como nenhum candidato conseguirá a maioria simples requerida para ser nomeado chefe de Estado, Radev e Tsacheva voltarão a se enfrentar no próximo domingo, dia 13 de novembro, no segundo turno do pleito.

A participação dos eleitores foi de 45,11% quando faltavam três horas para o fechamento das seções eleitorais, segundo os últimos dados fornecidos pela Comissão, enquanto duas pesquisas de boca de urna a calcularam em 54,9% e 57,1%.

O resultado parcial abriu uma ampla discussão política sobre uma possível queda do governo do primeiro-ministro, Boiko Borisov, já que este carismático líder populista disse que renunciará se sua candidata não ganhar, mas só para voltar a vencer em uma eventual eleição parlamentar antecipada.

O chefe de governo se mostrou hoje otimista ao declarar que seu partido está em sua melhor forma como a primeira força política do país.

Desde 2009, o GERB de Borisov domina a política búlgara, onde controla o poder Executivo e a presidência com o chefe do Estado em fim de mandato, Rossen Plevneliev.

"Temos todas as possibilidades e oportunidades de vencer no segundo turno. Se não conseguirmos no próximo domingo, na segunda-feira renunciaremos e faremos eleições gerais antecipadas. Se vencermos, então o governo será estável", afirmou Borisov.

A atual coalizão no poder está formada pelo GERB, o direitista Bloco Reformista e o nacionalista Frente Patriótica, cada um com seu próprio candidato à presidência e com constantes atritos desde que chegaram ao poder no final de 2014.

As eleições antecipadas abririam um novo período de incerteza política no país, assim como aconteceu após os protestos sociais que levaram à queda do primeiro governo de Borisov em 2013 e a um frágil gabinete técnico posterior, até as eleições do ano seguinte.

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