EUA usaram bases em Itália e Grécia para bombardear EI na Líbia, diz emissora

Trípoli, 8 nov (EFE).- A aviação de combate dos Estados Unidos usou bases aéreas na Itália e na Grécia para bombardear a cidade de Sirte, na Líbia, que foi ocupada por forças jihadistas em fevereiro de 2015, segundo uma informação revelada na noite de segunda-feira pela emissora "Al Nabba", um canal de TV privado do país africano.

Este meio líbio garante que teve acesso às conversas de pilotos de combate norte-americanos que demonstram que seus caças-bombardeiros decolaram de uma base na ilha italiana da Sicília e de outra em Creta, na Grécia.

"São diálogos entre os pilotos e a torre de controle do aeroporto de Bnina, na cidade oriental de Benghazi, gravados entre junho e agosto", explicou o canal, apesar de as operações aéreas dos Estados Unidos não terem começado oficialmente antes de 1º de agosto.

"A força aérea dos EUA realizou saídas da base militar de Sigonella, na Sicília, enquanto outras ocorreram na base italiana que a força aérea dos Estados Unidos utiliza para aviões das operações especiais 524 e drones", acrescentou a emissora.

Além disso, a fonte assegurou que outro avião partiu de um aeroporto na ilha de Creta, e mais um saiu dessa mesma base, que também é utilizada pela força aérea britânica.

Esta informação não foi confirmada nem desmentida até o momento pelo exército americano e pela aliança de milícias do oeste da Líbia, que desde maio tenta expulsar os grupos jihadistas de Sirte.

A Líbia é um Estado falido, vítima do caos e da guerra civil, desde que a comunidade internacional apoiou há cinco anos a revolta rebelde em Benghazi e contribuiu militarmente para a queda do regime ditatorial de Muammar Kadafi.

O país do norte da África tem na atualidade três governos: um em Trípoli, que a ONU considera rebelde; outro em Tobruk, que foi reconhecido por vários países, e um terceiro, chamado de união nacional, que nenhum dos outros dois reconhece e que é apoiado pela ONU e pela União Europeia (UE).

O conflito também vem sendo aproveitado por grupos jihadistas, especialmente o braço líbio do Estado Islâmico (EI), que, em apenas um ano, avançou de seu bastião em Derna, no oeste da Líbia, rumo às cidades de Benghazi (a segunda mais importante do país) e Sirte, no litoral central.

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