Governo turco acusa Alemanha de proteger inimigos da Turquia

Istambul, 8 nov (EFE).- O ministro das Relações Exteriores turco, Mevlüt Çavusoglu, acusou nesta terça-feira a Alemanha de tolerar os inimigos da Turquia ao receber tanto membros do proscrito Partido de Trabalhadores de Curdistão (PKK) como da confraria do predicador Fethullah Gülen.

"Pedimos à Alemanha a extradição de 4 mil membros do PKK e não nos entregaram nem um só. Mesmo sabendo que estas pessoas recolhem dinheiro (para financiar a guerrilha) ali", disse o ministro.

"A Alemanha tolera os inimigos da Turquia", disse Çavusoglu durante uma entrevista coletiva em Ancara.

O ministro afirmou que "não é casualidade" que dois deputados do HDP, o partido da esquerda pró-curda, que estão em busca e captura desde a semana passada, estejam na Alemanha.

"Nem é casualidade que muitos dos membros do FETÖ (siglas que o governo turco utiliza para a confraria de Gülen, que é acusado de instigar o fracassado golpe de Estado de julho) tenham fugido à Alemanha", insistiu o ministro.

Isto se acrescenta à tensão já criada em junho pela resolução do parlamento alemão que definiu como "genocídio" os massacres de armênios em 1915, explicou Çavusoglu, que lamentou que o governo alemão não tenha podido ou querido evitar esta moção apesar dos esforços diplomáticos da Turquia.

Além disso, garantiu que é "normal" que nos últimos dias tenha deixado esperando no telefone duas vezes seu colega alemão, Frank-Walter Steinmeier.

"Nós estamos muito ocupados. Quando podemos, certamente falaremos por telefone, mas somos um país enorme, maior que a Alemanha. Temos que atendê-los toda vez que quiserem? Não. Estamos muito ocupados", afirmou.

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