OSCE critica Trump por especular sem fundamento sobre manipulação eleitoral

Viena, 8 nov (EFE).- A chefe da missão de observação eleitoral da OSCE nos Estados Unidos, Christine Muttonen, criticou nesta terça-feira o candidato presidencial republicano, Donald Trump, por especular sem fundamento sobre uma manipulação nas eleições.

"Estas especulações sem fundamentos são muito ruins para a política", disse Muttonen em entrevista concedida à rádio pública austríaca "ORF" em Washington, ressaltando que esse tipo de declarações levam muitos eleitores a "darem as costas" à política.

Trump denunciou nas passadas semanas que o pleito está "arranjado" a favor de sua rival democrata, Hillary Clinton, e desafiou não aceitar o resultado, algo sem precedentes na história recente dos Estados Unidos.

A Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) enviou mais de 400 observadores de 43 países ao pleito presidencial que é realizado hoje nos EUA, comparado com os 57 analistas de 2012.

Muttonen, uma parlamentar social-democrata austríaca, indicou que o grande aumento no número de observadores da OSCE se deve ao "grande interesse" que despertam estas eleições.

A especialista afirmou que o papel da OSCE não é só observar as eleições, mas mostrar às pessoas a importância de participar dos processos eleitorais e votar.

"A democracia sempre é danificada quando há declarações injustas, coléricas, ou muito polarizadoras", declarou a chefe da missão da OSCE, que reconheceu que existe certa "frustração com a política" em parte do eleitorado.

Muttonen lamentou que os observadores da OSCE não tenham acesso a 13 estados, como Texas e Arizona, onde existe uma legislação própria que proíbe de forma explícita os observadores internacionais a supervisionar o processo eleitoral.

A OSCE é um organização internacional com 57 países associados da América do Norte, Europa e Ásia Central, dedicada a assuntos de segurança nacional e a promoção da democracia.

"Isto contradiz o compromisso assinado por todos os Estados da OSCE de que os observadores internacionais são bem-vindos", concluiu o especialista.

Os estados federados dos EUA têm competências para tramitar o pleito e estabelecer normativas próprias.

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