Polícia da Alemanha prende 5 suspeitos de pertencer ao Estado Islâmico

Berlim, 8 nov (EFE).- As autoridades da Alemanha prenderam nesta terça-feira cinco pessoas suspeitas de pertencer ao grupo terrorista Estado Islâmico, informou a Procuradoria Federal do país.

Entre os presos está o iraquiano Ahmad Abdulaziz Abdullah A., de 32 anos, conhecido como Abu Walaa, considerado como figura-chave do islamismo na Alemanha, afirmou a Procuradoria em comunicado.

Abu Wala também é conhecido como o "predicador sem rosto" porque nos vídeos que divulgava pelo YouTube não mostrava a cara.

Segundo a Procuradoria, os cinco formavam uma rede salafista liderada por "Abu Walaa". Os demais presos são o turco Hassan C., de 50 anos, o sérvio-alemão Boban S., de 36, o alemão Mahmoud O., de 27, e o camaronês Ahmed F., de 26.

"É uma boa notícia e mostra que as forças de segurança estão atentas. Não queremos que o terror opere na Alemanha. Não queremos que jovens que vivem entre nós sejam radicalizados por religiosos extremistas e que o terror seja exportado daqui", disse o ministro do Interior, Thomas de Maizière, após as prisões, alertando que a ameaça terrorista continua séria no país.

A Procuradoria investigava Abu Walaa e seus cúmplices há cerca de um ano. Além das suspeitas de ligação com o Estado Islâmico, eles teriam recrutado jovens no norte e no oeste da Alemanha.

O grupo de Abu Walaa também apoiou financeiramente e logisticamente os jovens recrutados para que viajassem à Síria e ao Iraque para passarem a fazer parte formalmente da organização.

No fim de julho, uma investigação foi realizada na mesquita de Hildesheim, no norte da Alemanha, depois de as autoridades constatarem que várias pessoas estavam viajando para o Oriente Médio depois de seminários organizados por Abu Walaa.

Hassan e Boban eram responsáveis por doutrinar os recrutas e ensiná-los a falar árabe. Já Mahmoud e Ahmed tinham como tarefa organizar a logística para que os jovens viajassem à Síria e Iraque.

O ministro do Interior do estado federado da Renânica do Norte-Vestfália, Ralf Jäger, disse que parte da estratégia do grupo era abordar jovens em situações de crise.

"Era uma estratégia nefasta. Começavam dando amparo a jovens desorientados e depois os convenciam de que o salafismo podia fornecer algum sentido para suas vidas", disse Jäger.

De acordo com o jornal "Süddeutscher Zeitung", a declaração de um jovem identificado como Anil O., que voltou da Síria, onde se uniu ao EI. Em seu depoimento, Anil teria classificado Abu Walaa como o líder do grupo terrorista na Alemanha.

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