Arábia Saudita espera que eleição de Trump traga estabilidade ao O.Médio

Riad, 9 nov (EFE).- O rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdelaziz, manifestou nesta quarta-feira sua esperança de que a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos traga "estabilidade e segurança" ao Oriente Médio, uma região marcada pelos conflitos em Síria, Iraque e Iêmen.

O monarca, assim como outros líderes dos países do Golfo Pérsico, defendeu a manutenção de excelentes relações com os EUA nesta nova etapa.

Em um telegrama divulgado pela agência oficial saudita "SPA", Salman parabenizou Trump por sua vitória e elogiou "os laços históricos estreitos entre os dois países amigos".

"Todos desejam seu fortalecimento e desenvolvimento em todos os âmbitos, pelo bem-estar comum", disse o rei.

Já o presidente dos Emirados Árabes Unidos (EAU), o xeque Khalifa bin Zayed al Nahyan, cumprimentou Trump por sua vitória e desejou preservar "os laços estratégicos que unem os dois Estados e povos amigos".

O vice-presidente dos EAU, xeque Mohammed bin Rashed, disse por sua vez através do Twitter que seu país deseja "ser partícipe (com a vitória de Trump) em uma mensagem de esperança, paz, tolerância e desenvolvimento por um mundo melhor".

Outro líder da região, o emir do Catar, Tamin bin Comei al Thani, também mandou uma mensagem de felicitação ao recém-eleito presidente, a quem desejou "sucesso" e pediu "maior prosperidade nas relações de entre os dois países amigos".

Nessa mesma linha se pronunciou o rei do Bahrein, Hamad bin Isa al Khalifa, que ressaltou o "orgulho do Bahrein pelos laços históricos e firmes com os EUA", que se mantêm há mais de 120 anos.

O líder bareinita defendeu a "abertura de novas perspectivas de cooperação em todos os níveis para fortalecer as relações estratégicas", segundo a agência estatal "BNA".

Uma saudação e desejos similares também foram expressados pelo emir do Kuwait, Sabah al Ahmed al Sabah, em um telegrama enviado ao novo presidente americano.

Os países do Golfo Pérsico, com a Arábia Saudita à frente, são aliados regionais dos EUA em matéria de segurança e economia, mas durante o último mandato de Barack Obama essa relação se esfriou.

Os laços foram afetados principalmente pelo acordo nuclear com o Irã, que foi rejeitado pelas monarquias sunitas do Golfo, assim como pelo que consideram uma política branda no conflito na Síria.

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