Fitch alerta para aumento de incerteza na economia mexicana por Trump

Cidade do México, 9 nov (EFE).- A agência classificadora de riscos Fitch Ratings afirmou nesta quarta-feira que a vitória do republicano Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos "aumenta a incerteza na economia do México" e poderia repercutir negativamente em seu crescimento.

Em um boletim, a agência lembrou que o magnata se pronunciou durante sua campanha em favor de medidas protecionistas como a renegociação do Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (NAFTA, sigla em inglês) e o bloqueio das remessas que os imigrantes nos EUA enviam para seus familiares em seus países de origem.

Embora ainda "não esteja claro" se tais políticas serão implementadas, até mesmo se serão viáveis, "a chegada de uma administração de Trump aumenta a incerteza no México já que o país latino-americano tem laços econômicos muito fortes com os EUA", segundo a Fitch.

"A campanha eleitoral levou à volatilidade do peso e parece que isto continuará. Hoje houve uma desvalorização e é possível que continue ocorrendo um enfraquecimento ainda maior", afirmou a agência sobre a moeda mexicana.

Quando a vitória do republicano estava sendo concretizada de acordo com a progressão dos resultados oficiais na noite de terça-feira, o peso mexicano atingiu um mínimo histórico ao se situar perto das 21 unidades em relação ao dólar no mercado interbancário.

Apesar das previsões da Fitch indicarem 2,6% de crescimento para o país latino-americano no próximo ano, "o resultado eleitoral põe isto em risco" e atrasa os investimentos até que haja uma maior clareza sobre o posicionamento do novo governo americano em relação ao vizinho na fronteira sul.

O México envia 80% de suas exportações aos EUA, e cerca de 2% de seu Produto Interno Bruto (PIB) provém das remessas de trabalhadores no exterior, sobretudo nos EUA.

Qualquer impacto nas exportações e nas remessas, segundo a Fitch, provavelmente ampliará o déficit em conta corrente do México, que no ano passado foi equivalente a 2,8% do PIB.

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