Governador eleito de P.Rico crê que Trump apoiará mudança de status da ilha

San Juan, 9 nov (EFE).- O governador eleito de Porto Rico, Ricardo Rosselló, partidário da anexação desse território aos EUA como um estado a mais, comentou nesta quarta-feira o "inesperado" triunfo de Donald Trump no pleito presidencial americano e confiou que o mesmo apoiará a mudança de status da ilha.

Rosselló, de 37 anos e filho do ex-governador Pedro Rosselló, do Partido Novo Progressista (PNP) ganhou na terça-feira o pleito geral na ilha, com 41,76% dos votos, segundo dados preliminares da Comissão Estatal de Eleições (CEE).

Em entrevistas a vários veículos de imprensa locais, o político lembrou que tinha apoiado a candidata democrata, Hillary Clinton, mas que está disposto a trabalhar com o republicano.

"Os senhores sabem que eu tinha apoiado Hillary Clinton para a presidência, mas o certo é que eu estou aqui para trabalhar, e na política ocorrem imprevistos e temos que trabalhar com eles", disse o também presidente do PNP.

Porto Rico é território americano desde 1898 e se define como Estado Livre Associado a esse país, com Constituição própria e com um importante grau de autonomia, embora ainda haja interferência dos EUA em assuntos como defesa, moeda, imigração e alfândegas, entre outros.

"A plataforma republicana é muito clara quanto ao status de Porto Rico e favorecerá um ata de admissão para a ilha se assim o povo decidir", opinou hoje Rosselló.

Rosselló também se referiu a Jennifer González, escolhida na terça-feira representante de Porto Rico no Congresso americano, e indicou que ela está "comprometida" em submeter a citada ata de admissão em seus primeiros dias perante o Congresso.

"Tendo uma câmara republicana, um senado republicano e uma presidência republicana, não há desculpas para não fazer valer o que é esse programa do governo desse partido republicano" em referência a Porto Rico.

O líder também indicou que como governador lutará nessa linha e que González será de suma importância nessas decisões.

Em março, o então pré-candidato republicano Trump afirmou que os porto-riquenhos devem ter direito a escolher seu próprio status político e se comprometeu, se chegasse a ser presidente americano, a fazer o possível para garantir que seja respeitada a vontade do povo, inclusive se este reivindicar a anexação dos EUA.

"Deixei claro que apoiarei a vontade do povo", disse Trump em comunicado em referência à opção de Porto Rico ser anexado aos EUA como um estado a mais.

No referendo mais recente realizado na ilha sobre seu status político, que aconteceu em novembro de 2012 e que foi muito criticado pelo modo em que foi redigido, haviam duas perguntas: a primeira perguntava ao eleitor se estava de acordo com o atual status (54% disseram que não) e na segunda pedia que escolhesse entre três opções.

61,1% advogaram pela anexação, 33,3 % pelo Estado Livre Associado Soberano (sem deixar claro de que se tratava) e 5,5% pela independência.

Sobre sua eleição, Rosselló indicou que demonstrará aos cidadãos que já está "pronto para trabalhar".

"Não queremos perder tempo, queremos executar desde o primeiro dia", acrescentou.

"Eu estou aqui para trabalhar e buscar alternativas para Porto Rico e vou trabalhar com quem tiver que trabalhar para que a qualidade de vida dos porto-riquenhos melhore dramaticamente durante nossa administração", sustentou.

Rosselló antecipou que hoje convocou o caucus do Senado e antes do término da semana convocará o da Câmara dos Representantes.

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