Hillary Clinton vence as eleições... em um bar de Paris

Cristina Maymó.

Paris, 9 nov (EFE).- A candidata democrata Hillary Clinton poderia já estar fazendo a mudança à Casa Branca se dependesse do que as urnas disseram nesta terça-feira no mítico bar parisiense Harry's, onde os americanos votam de maneira fictícia há mais de 90 anos.

"Hilary Clinton 404, Donald Trump 150", se lia no vidro da entrada e no espelho sobre o balcão deste bar aberto em 1911 no bairro parisiense de Ópera.

Desde 1924 - com um parêntese em 1940 e em 1944 devido ao fechamento do bar durante a Segunda Guerra Mundial -, este ponto de encontro de americanos, turistas curiosos e expatriados nostálgicos organiza um votação extraoficial a cada quatro anos.

"Em 1924 havia americanos em Paris que não tinham direito de votar e o dono do bar então teve a ideia de fazer eleições de brincadeira", disse à Agência Efe o atual gerente do Harry's, Alain Da Silva.

Dos 21 pleitos realizados simultaneamente aos reais desde então, só houve dois que não coincidiram com o resultado final: em 1976, quando Gerald Ford perdeu para Jimmy Carter e em 2004, quando John Kerry perdeu para George W. Bush.

"As eleições deste ano são um pouco especiais" disse Da Silva, "é um pouco anacrônica porque os eleitores nos dizem que não gostam de nenhum dos candidatos, e por outro lado votaram mais que em anos anteriores".

Poucas horas antes do fechamento da urna, Vicky Gerber exibia seu Bloody Mary - rebatizado como "Bloody Vote" para a ocasião - para exercer seu direito ao voto no Harry's.

Esta americana do estado da Flórida, que esperou tanto para votar no mítico bar, declarou à Agência Efe que há muito tempo tinha enviado seu voto por correio, o de verdade, aos Estados Unidos.

Perguntada por seu candidato predileto, Gerber respondeu: "Hillary, quem mais? A outra opção seria perigosa para o país".

Além do "Bloody Vote", a carta de coquetéis do bar, hoje lotado e repleto de expectativa, oferecia também taças de "Hillarious" e copos de "Trumpete".

Do outro lado do Sena, o restaurante Breakfast in America, fundado por um americano que sentia saudades do café da manhã de seu país, também encarava as eleições com humor.

No quadros-negros que anunciava os hambúrgueres, especialidade da casa, se destacavam dois especiais, o "Hillary's" e o "Trump's".

O da candidata democrata estava coberto de jalapeños porque, segundo contou à Efe uma das garçonetes, Hillary declarou em uma ocasião que sempre levava um pacote de tabasco no bolso.

Já o hambúrguer do candidato republicano era servido com um "muro de nachos", em clara referência à sua polêmica proposta de construir um muro na fronteira com o México.

Cada pedido era anotado no quadro-negro e ali, no Breakfast in America, Hillary Clinton também ganhou as eleições fictícias.

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