Líderes africanos confiam em manter boas relações do continente com os EUA

Nairóbi, 9 nov (EFE).- Líderes africanos parabenizaram nesta quarta-feira o próximo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e manifestaram o desejo que as relações bilaterais de seus países se mantenham após a vitória do candidato republicano.

Apesar de Trump ter garantido durante a campanha que, se eleito, mudaria alguns aspectos da política externa norte-americana, os líderes africanos se mostram convencidos de que os vínculos entre EUA e o continente não serão afetados pela eleição.

"Os laços que unem o Quênia e os Estados Unidos são próximos e fortes. Nossa amizade perdurará", afirmou o presidente do país, Uhuru Kenyatta.

Em um país onde o presidente Barack Obama é idolatrado pelo fato de seu pai ter nascido no Quênia, Kennyata destacou que a vitória do antagônico Trump foi uma "mensagem clara do povo americano".

O vice-presidente do Quênia, William Ruto, foi ainda mais contundente e parabenizou o republicano por ter vencido a "imprensa negativa" ao levar de forma "contundente" as eleições nos EUA.

Um dos principais parceiros dos EUA no continente, o presidente de Ruanda, Paul Kagame, avaliou que a vitória de Trump é "merecida" e que espera manter as "boas relações" do país com o governo norte-americano, especialmente após o genocídio de 1994.

"Em nome do povo de Burundi, parabenizamos Trump cordialmente. Sua vitória é a vitória de todos os americanos", disse o presidente de Burundi, Pierre Nkurunziza, cujo governo foi acusado pela ONU de graves violações aos direitos humanos que poderiam constituir, inclusive, crimes contra a humanidade.

O presidente do Senegal, Macky Sall, parabenizou a vitória republicana e manifestou a vontade de manter as "relações privilegiadas" com os EUA após a chegada de Trump ao poder.

Também parabenizaram o republicano através do Twitter outros líderes africanos, como os presidentes de Uganda, Yoweri Museveni, de Gana, John Mahama, e o da Tanzânia, John Magufuli.

Nos últimos anos, os EUA e a China competiram para garantir sua presença na África, batalha vencida por Pequim quando em 2009 ultrapassou o rival como principal investidor africano.

Obama foi criticado por esquecer a África durante seu mandato, apesar de muitos terem apostado que as raízes africanas fariam o presidente incluir o continente entre suas prioridades.

Em uma tentativa de se reconciliar com a África, Obama realizou uma grande turnê pelo continente de grande carga simbólica, já que se transformou no primeiro presidente dos EUA no exercício do cargo a viajar ao Quênia e à Etiópia.

Por enquanto, Trump ainda não revelou qual será o papel da África na política externa dos próximos quatro anos.

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