Merkel oferece colaboração com base em valores compartilhados a Trump

Berlim, 9 nov (EFE).- A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, ofereceu nesta quarta-feira "estreita colaboração" ao futuro presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com base dos valores compartilhados de democracia, liberdade e respeito ao próximo, lembrando que a relação transatlântica é um dos principais eixos da política externa de seu governo.

"Com nenhum outro país fora da União Europeia temos uma relação tão profunda como com os EUA", indicou a chanceler, parabenizando a vitória do republicano na corrida pela Casa Branca e expressando respeito pelo resultado eleitoral em uma "democracia consolidada".

"Alemanha e EUA estão unidos pelos valores da democracia, da liberdade e do respeito ao direito e à dignidade das pessoas independentemente de sua origem, cor de pele, religião, sexo, orientação sexual ou posições políticas. Sobre a base desses valores, ofereço ao próximo presidente dos EUA uma colaboração estreita", completou Merkel, que receberá na próxima semana em Berlim o presidente Barack Obama.

Merkel afirmou que, após uma campanha "especial e marcada por um confronto às vezes difícil de suportar", não se pode esquecer que o resultado eleitoral tem um impacto além das fronteiras dos EUA, lembrando a responsabilidade internacional do país dada a força econômica e o potencial militar norte-americano.

A chanceler garantiu que a aliança com os EUA seguirá sendo uma parte fundamental da política externa alemã para enfrentar os desafios mundiais. Entre eles, Merkel destacou melhorias na situação econômica e de bem-estar, o combate ao aquecimento global e a luta contra o terrorismo, a pobreza, além do compromisso com a paz e a liberdade na Alemanha, na Europa e em todo o mundo.

Pouco antes, o ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, tinha admitido que as relações com os EUA serão a partir de agora "mais difíceis" devido ao "comportamento ainda imprevisível" do novo presidente do país.

"O resultado das eleições não é o que muitos teriam desejado", apontou o chefe da diplomacia alemã, destacando, porém, a importância de manter o diálogo transatlântico.

Steinmeier destacou que a boa notícia é que os EUA deixavam para trás uma campanha eleitoral muito acirrada, que abriu "profundos abismos". Para o ministro, a responsabilidade de Trump será agora trabalhar para fechar as "profundas fossas" que ficaram.

"Temos que prever que sua política externa será mais imprevisível do que até agora. Há muitas questões abertas, mas buscaremos o diálogo para esclarecê-las", disse o ministro.

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