Ministro alemão admite que relação com os EUA será "mais difícil" com Trump

Berlim, 9 nov (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, admitiu nesta quarta-feira que as relações com os Estados Unidos serão "mais difíceis" a partir de agora com Donald Trump como presidente, pois seu comportamento é ainda "imprevisível", mas fez questão de destacar a importância de se manter o diálogo transatlântico.

"O resultado das eleições não é o que muitos teríamos desejado", afirmou o chefe da diplomacia alemã em declarações aos veículos de imprensa no parlamento, para em seguida advertir que agora é preciso "aceitá-lo", já que este é o resultado que emanou das urnas através de eleições livres.

Steinmeier destacou que a boa notícia é que agora fica para traz uma campanha eleitoral muito acirrada, que abriu "abismos profundos", e opinou que a missão do novo presidente será justamente trabalhar para fechar as "fissuras" profundas que ficaram.

O ministro lembrou que Trump afirmou, ao proclamar-se vencedor, sua intenção de ser o presidente "de todos os americanos" e advertiu que não será uma "tarefa fácil" para ele, nos âmbitos interno e econômico, cumprir as promessas de tornar os EUA "grandes de novo".

Já no plano internacional, Steinmeier indicou que o candidato republicano fez "muitas críticas" à Europa e, inclusive, à Alemanha, e previu que as relações futuras com Washington serão "mais difíceis" do que foram até agora.

"Temos que prever que sua política externa será mais imprevisível do que vem sendo até agora", enfatizou Steinmeier, para ressaltar a importância que teve a relação transatlântica para a República Federal da Alemanha, e continuará tendo.

Há muitas questões em aberto, mas "buscaremos o diálogo para aclará-las", afirmou o ministro alemão.

A declaração de Steinmeier acontece depois do pronunciamento crítico de sua colega de Defesa, Ursula von der Leyen, que admitiu ter sentido uma "grave comoção" pela vitória de Trump.

"Foi uma forte comoção ver como a eleição estava se desenvolvendo", afirmou a ministra em entrevista à emissora pública alemã "ARD", para em seguida atribuir o resultado ao "voto contra o 'establishment'".

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos