Ministros da UE debaterão eleição de Trump em jantar no domingo

Bruxelas, 9 nov (EFE).- Os ministros das Relações Exteriores dos países da União Europeia (UE) realizarão no dia 13 de outubro um jantar extraordinário em Bruxelas para discutir as relações com os Estados Unidos após a vitória do republicano Donald Trump nas eleições presidenciais.

"Esta manhã, a alta representante da UE para a Política Externa, Federica Mogherini, convidou os ministros das Relações Exteriores para um jantar informal em Bruxelas no domingo pela noite", confirmaram à Agência Efe fontes do bloco comunitário.

Segundo essas fontes, o objetivo é "trocar pontos de vista sobre o futuro das relações entre UE e Estados Unidos, após as eleições americanas".

"Os laços entre União Europeia e EUA são mais profundos que qualquer mudança na política. Seguiremos trabalhando juntos, redescobrindo a força da Europa", disse Mogherini em uma mensagem no Twitter.

A chefe da diplomacia do bloco comunitário se pronunciou dessa maneira depois que a vitória do candidato do Partido Republicano foi confirmada nas eleições presidenciais nos Estados Unidos, país com o qual os integrantes da UE mantêm estreitas relações diplomáticas.

Os ministros anteciparão assim sua chegada à capital belga, para onde estavam convocados para um Conselho Ordinário de Relações Exteriores na segunda-feira, com a situação da Síria na agenda, entre outros assuntos.

Também através do Twitter, o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha explicou que seu responsável, o social-democrata Frank-Walter Steinmeier, tinha proposto um encontro extraordinário de ministros das Relações Exteriores dos 28 países do bloco para analisar "as consequências das eleições nos Estados Unidos".

Em uma carta conjunta enviada a Trump, os presidentes do Conselho Europeu, Donald Tusk, e da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, pediram o fortalecimento da cooperação entre EUA e UE e o convidaram a visitar "assim que puder" a Europa, para uma cúpula transatlântica.

O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, garantiu por sua vez que o "papel diplomático" de Trump será colocado a toda prova desde o primeiro dia e que será necessária "uma mistura adequada de responsabilidade, controle e liderança" ao tratar de situações como as da Síria, do Iraque, da Ucrânia e da Líbia.

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