Parlamento da Estônia retira voto de confiança do primeiro-ministro

Riga, 9 nov (EFE).- O parlamento da Estônia (Riigikogu) retirou nesta quarta-feira o voto de confiança do primeiro-ministro, Taavi Roivas, o que provocou a queda formal do governo de coalizão que chegou ao poder no ano passado.

No votação parlamentar, o chefe do governo estoniano recebeu 63 votos contra e apenas 28 a favor, informou a televisão pública do país.

O Partido Social-Democrata e a conservadora União Pró-Pátria e Res Publica (IRL), que somam 15 cadeiras, deixaram na segunda-feira a coalizão governante, pediram a renúncia do primeiro-ministro e, ao não conseguirem, convocaram uma votação de censura.

Roivas afirmou antes da votação parlamentar que a mudança de governo significaria um giro à esquerda do país e que, provavelmente, a IRL abriria negociações com o Partido Centrista e com os Sociais-Democratas para formar uma nova coalizão.

Segundo sua opinião, a IRL estava disposta a fazer "sérias concessões" aos demais partidos em temas como segurança, economia, cidadania e política econômica com para chegar à chefia do governo.

O presidente da Estônia, Kersti Kaljulaid, se reuniu antes da sessão no Riigikogu com os líderes dos seis partidos com representação parlamentar com o objetivo de dialogar sobre a formação do próximo governo.

Kaljulaid indicou em comunicado que é responsabilidade do parlamento "formar rapidamente um governo" que possa continuar representando as posições da Estônia em questões-chave como defesa e política de segurança.

Nas apostas para suceder Roivas foi mencionado o nome de Juri Ratas, líder do Partido Centrista, formação de centro-esquerda que conta com 27 cadeiras e lidera a oposição desde as eleições do ano passado.

O Partido Reformista de Roivas é a maior formação no Riigikogu, com 30 cadeiras, e esteve representado nos diferentes governos do país desde meados dos anos 90.

Os sociais-democratas criticavam Roivas por rejeitar reduzir os impostos sobre os grupos sociais de baixa renda e aumentar os salários dos professores. A IRL justificou a queda do governo estoniano com a falta de confiança entre os parceiros de coalizão. EFE

jks/vnm

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