Sarkozy diz que não há lugar para uma França frágil após vitória de Trump

Paris, 9 nov (EFE).- O ex-presidente da França Nicolas Sarkozy ressaltou nesta quarta-feira que, após a vitória do republicano Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, e diante de líderes mundiais como o russo Vladimir Putin e o chinês Xi Jinping, não há lugar para uma França frágil.

Em um mundo onde será necessário negociar com líderes que não hesitam na hora de defender os interesses de seus respectivos países, "não cabe a impotência, a fraqueza", afirmou o ex-presidente francês, que ressaltou que "a França deve desempenhar seu papel e restabelecer sua autoridade".

"França é e sempre será amiga dos EUA, sua aliada, mas uma amiga livre, e essa liberdade é o que faz a força e o valor da relação franco-americana", afirmou o ex-presidente, que voltará a concorrer à chefia de Estado nas prévias de seu partido de centro-direita.

Sarkozy também enfatizou que a Europa e os EUA devem trabalhar de forma conjunta, pois enfrentam a mesma ameaça e o mesmo inimigo, o terrorismo islamita.

"Para isso, precisamos de uma França potente e uma Europa que recupere sua liderança, sua vontade, sua inspiração, sua visão. Teremos tempos difíceis pela frente", advertiu o ex-presidente.

Sarkozy acrescentou que o mundo precisa de "uma América fiel a sua tradição de liberdade e democracia", e afirmou que cabe a Trump apresentar "respostas críveis" para as expectativas expressadas por seus cidadãos.

Além disso, o político francês deixou claro que o vínculo entre França e EUA é "indestrutível e ultrapassa a personalidade de seus dirigentes".

O principal rival do ex-presidente francês nas primárias de seu partido, o Republicanos, que acontecem este mês, Alain Juppé, disse que está à espera de ver qual será a postura de Trump em matéria de comércio internacional e segurança coletiva, mas enfatizou a importância de se defender os interesses de França e Europa.

Em nível interno, Juppé enfatizou que é necessário analisar a eleição americana para tirar algumas conclusões: "Não quero que a França entre no caminho do extremismo e da demagogia, razão pela qual devemos nos unir. A resposta não está no populismo", concluiu. EFE

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