Justin Trudeau convida Trump para visitar Canadá após assumir presidência

Toronto (Canadá), 10 nov (EFE).- O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, convidou o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, a visitar o Canadá o mais rápido possível depois que assumir o cargo.

Trudeau conversou por telefone com Trump na noite de ontem, segundo revelou nesta quinta-feira o primeiro-ministro canadense durante uma entrevista coletiva.

O governante canadense qualificou a conversa como "breve, mas foi um sólido início do que vai ser uma relação construtiva".

Durante a ligação, Trump também convidou Trudeau para visitar Washington.

Trudeau e o presidente americano em fim de mandato, Barack Obama, mantiveram uma curta, mas excelente relação pessoal desde que o primeiro-ministro canadense chegou ao poder em outubro de 2015.

Tradicionalmente, os presidentes americanos elegem o Canadá como o destino de sua primeira viagem internacional, embora em 2001 George W. Bush tenha quebrado essa tradição ao decidir visitar o México primeiro.

A decisão do presidente republicano foi interpretada como uma mensagem de rejeição ao então primeiro-ministro canadense, Jean Chrétien, que teve uma grande relação com o ex-presidente Bill Clinton.

Canadá, Estados Unidos e México formam o chamado Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (NAFTA).

Trump baseou grande parte de sua campanha eleitoral para conseguir a presidência dos Estados Unidos na renegociação do NAFTA, o que no Canadá é visto com temor, já que o trânsito bilateral de mercadorias supera US$ 1,5 bilhão ao dia.

O primeiro-ministro, que já se qualificou como "feminista" e que durante a campanha eleitoral se negou a comentar sobre os escândalos sexuais de Trump, voltou hoje a evitar uma pergunta sobre o assunto.

Ao ser questionado sobre como explicará a seus filhos a linguagem sexista e racista utilizada pelo magnata, Trudeau afirmou que os canadenses querem que o primeiro-ministro mantenha boas relações com quem quer esteja ocupando a Casa Branca.

Trudeau também evitou entrar em polêmica sobre as diferenças entre as políticas de mudança climática de seu governo e a futura administração de Trump.

O premiê canadense já se comprometeu a impor um imposto às emissões de carbono, algo que Trump rejeita, o que poderia deixar o Canadá em desvantagem econômica.

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