Berlim confirma seis mortes em ataque talibã a seu consulado no Afeganistão

Berlim, 11 nov (EFE).- O ministro das Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, confirmou nesta sexta-feira que seis pessoas morreram ontem no ataque talibã contra um consulado de seu país no norte do Afeganistão.

Steinmeier, que compareceu brevemente perante os veículos de imprensa por causa do atentado, reconheceu além disso que o ataque foi perpetrado enquanto o governo alemão decidia seu envolvimento futuro no Afeganistão, pois o mandato de seu Exército no país termina no final deste ano.

"Estou aliviado porque os ocupantes do consulado alemão, alemães e afegãos, foram levados a um lugar seguro e resultaram ilesos. Mas, com as imagens que vimos da destruição da explosão, não é surpresa que o ataque tenha causado a triste notícia de pessoas mortas e também muitos feridos", garantiu.

O chefe da diplomacia alemã agradeceu a rápida atuação das forças de segurança afegãs e as dos aliados com presença no país, que demonstraram "grande coragem" e "alto profissionalismo" ao responder à ação dos talibãs.

Os agressores, "terroristas muito armados", tiveram que lidar com a resposta dos soldados alemães, letãos, belgas e georgianos, e realizaram um "trabalho bom e comprometido".

Steinmeier explicou que o gabinete de crise que foi criado ontem após as primeiras notícias do ataque está seguindo a situação e coordenando a tomada de decisões.

O atentado, que começou por volta das 23h da quinta-feira (16h30, em Brasília) e se prolongou durante algumas horas, consistiu na detonação de um caminhão-bomba e o posterior ataque ao consulado alemão em Mazar-e-Sharif, no norte do Afeganistão.

O Afeganistão vive uma situação de crescente violência perante o progresso dos talibãs, que nas últimas semanas intensificaram os combates nos arredores de pelo menos cinco das 34 capitais de província.

A Otan permanece no país com cerca de 12 mil soldados em tarefas de assessoria às forças nacionais, e os EUA mantêm 9,8 mil soldados, uma dotação que diminuirá para o ano que vem até os 8,4 mil militares.

A Alemanha mantém sua presença militar no Afeganistão, depois que o governo de Berlim decidiu no ano passado prorrogar seu mandato, de acordo com seus aliados da Otan, até o final de 2016.

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