Centrais sindicais organizam protestos contra PEC do Teto proposta por Temer

São Paulo, 11 nov (EFE).- Centrais sindicais, apoiadas por movimentos sociais e grupos políticos de esquerda, realizaram nesta sexta-feira uma série de protestos em 18 dos 27 estados do país contra a proposta de emenda constitucional 241, a chamada PEC do Teto, proposta pelo presidente Michel Temer.

As principais manifestações ocorreram em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde o protesto ganhou o apoio dos servidores públicos estaduais contrários às medidas de ajuste fiscal ainda mais severas defendidas pelo governador Luiz Fernando Pezão.

"É um aquecimento para a greve geral. Hoje é um dia de greve nacional, mas não ainda de uma greve geral. Pensamos que temos que aumentar nossa força", disse à Agência Efe o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vágner Freitas.

Para o presidente da CUT, que liderou a manifestação em São Paulo, Temer e o governo deveriam ver o dia de hoje como uma "advertência". "Essas propostas de retirada de direitos são extremamente impopulares e os trabalhadores vão ser contrários a elas", afirmou.

O protesto em São Paulo foi realizado de maneira pacífica entre a Avenida Paulista e a Praça da Sé, no centro da cidade. No entanto, pela manhã, centenas de manifestantes bloquearam algumas das principais vias no primeiro ato da jornada de manifestações.

No Rio de Janeiro, a manifestação partiu da Igreja da Candelária e se deslocou até a sede da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj). No fim do ato, mascarados lançaram artefatos explosivos e pedras contra a Polícia Militar, que respondeu com gás lacrimogêneo e spray de pimenta. Três pessoas acabaram sendo presas.

De acordo com a CUT, além das manifestações, os sindicalistas realizaram assembleias em seus locais de trabalho, atrasaram o início da jornada e promoveram paralisações parciais.

Em algumas cidades, as manifestações foram acompanhadas por paralisações de motoristas de ônibus, professores e bancários.

As interrupções no transporte público tiveram maior impacto em Salvador, Recife e Natal.

O dia nacional de greve foi convocado contra a principal medida da PEC 241, já aprovada pela Câmara dos Deputados e que agora está sendo apreciada no Senado, que limita o aumento de gastos públicos durante os próximos 20 anos à taxa de inflação do ano anterior.

Sindicalistas e organizações sociais, no entanto, consideram que o teto acabará congelando os investimentos do governo em setores prioritários, como educação e saúde.

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