Homem é executado no Japao acusado de diversos assassinatos

Tóquio, 11 nov (EFE).- Foi enforcado nesta sexta-feira, no Japão, um réu condenado a morte, fato que representa a 17ª execução assinada pelo governo do atual primeiro-ministro, o conservador Shinzo Abe, desde sua chegada ao poder no final de 2012, segundo informações do Ministério da Justiça japonês.

As anteriores execuções neste país, o único industrializado junto com os Estados Unidos que mantém a pena de morte, aconteceram no dia 25 de março deste ano, quando um homem e uma mulher foram enforcados acusados de diversos assassinatos.

O executado de hoje é Kenichi Tajiri, de 45 anos, condenado pelos assassinatos, cometidos em 2004 e 2011, de duas mulheres e um homem na província de Kumamoto, localizada na ilha de Kyushu.

O condenado, quem não tinha nenhum tipo de relação com as vítimas, invadiu suas casas com o objetivo de roubar dinheiro.

O primeiro dos homicídios aconteceu em março de 2004, quando Tajiri assassinou com uma faca uma mulher de 49 anos em sua casa, de onde roubou a quantia de 183 mil ienes (cerca de US$ 1,716).

O segundo crime aconteceu em fevereiro de 2011, quando ele matou uma mulher de 65 anos e seu marido, de 72, após ter sido flagrado roubando 100 mil ienes (cerca de US$ 938) em vales. O idoso ficou gravemente ferido e morreu dias depois.

A execução foi realizada no centro de detenção de Fukuoka (sudoeste), informou o ministro da Justiça, Katsutoshi Kaneda, que destacou durante entrevista coletiva o "egoísmo" e a "crueldade" do caso.

Após a execução de hoje, um total de 129 réus aguardam para serem executadas na forca no país asiático.

A reticência japonesa em abandonar esta prática foi duramente criticada por organizações como Anistia Internacional, que classifica como "cruel" a legislação do país, onde se estipula entre outras coisas que os presos terão que permanecer incomunicáveis e receber a notícia de sua morte poucas horas antes da execução.

A organização internacional reagiu através de um comunicado onde argumentou que a pena capital "nunca faz justiça", e expôs que "o governo japonês não pode esconder o fato de que está no lado errado da história, (dado que) a maioria dos estados do mundo aboliram a pena de morte".

A execução de hoje, a terceira neste ano, aconteceu um mês depois de que a Federação de Advogados do Japão (JFBA) aprovasse pela primeira vez a adoção de uma declaração contra a pena de morte no país asiático, onde defendem por substituí-la pela prisão perpétua em 2020.

As organizações humanitárias e a comunidade internacional pressionam regularmente o Japão para abolir a pena de morte, mas o governo insiste em que o debate não é necessário dado o apoio majoritário que indicam as pesquisas (em torno de 80%).

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