Oposição síria nega uso de armas químicas por brigadas em Aleppo

Cairo, 11 nov (EFE).- A Coalizão Nacional Síria (CNFROS) negou nesta sexta-feira as acusações da Rússia que as facções armadas opositoras tenham disparado projéteis com substâncias químicas no bairro Projeto 1070, na cidade de Aleppo.

Conforme um comunicado da CNFROS, o Exército Livre Sírio (ELS) e as outras "facções da revolução síria" utilizam armas leves e armamento antitanque em seus enfrentamentos em Aleppo contra as tropas do presidente sírio, Bashar al Assad.

"Os projéteis citados (pela Rússia) só são empregados pelas forças de Bashar e pelas milícias terroristas iranianas", ressaltou a principal aliança da oposição síria, que acusou estes grupos de já ter feito outros ataques químicos.

A CNFROS pediu às organizações competentes da ONU para fazerem "uma investigação séria" sobre o uso destes agentes, entre eles cloro e fósforo branco, por parte do regime sírio.

A Rússia ofereceu hoje proteção militar à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) para que envie seus especialistas a Aleppo a fim de investigar o possível uso desse armamento pelas forças da oposição. O porta-voz do Ministério da Defesa russo, general Igor Konashenkov, garantiu ter provas de que os rebeldes empregaram cloro e fósforo branco contra a população civil e as tropas governamentais.

Um recente relatório elaborado por equipes da ONU e da OPAQ concluiu que o regime de Al-Assad empregou armas químicas pelo menos em três ocasiões, e que o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) usou esse armamento em pelo menos uma.

O bairro Projeto 1070, no sudoeste de Aleppo, foi retomado pelas forças governamentais sírias há dois dias, durante um contra-ataque contra os rebeldes.

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