Com segurança reforçada, Bataclan reabre com show de Sting

Paris, 12 nov (EFE).- A casa de espetáculos Bataclan, principal cenário dos massacres dos atentados de Paris de 13 de novembro de 2015, nos quais morreram 130 pessoas, reabriu suas portas neste sábado com um show de Sting, em meio a estritas medidas de segurança.

Cerca de 1.500 pessoas estavam presentes no Bataclan quando começou, minutos depois das 21h (horário local, 17h de Brasília), a apresentação de Sting, precedida de um minuto de silêncio.

Antes de entrar no local, os espectadores (entre os quais havia várias centenas dos que tinham estado ali no dia dos atentados ou membros de suas famílias) tiveram que passar por até quatro controles de segurança.

De fato, no exterior do edifício, dezenas de policiais armados com metralhadoras tinham estabelecido um perímetro que impedia a aproximação a várias dezenas de metros da fachada de qualquer um que não tivesse uma entrada, e os carros não podiam circular em um quarteirão ao redor.

Além das dezenas de jornalistas, poucos curiosos se aproximaram desse perímetro de cercas, desanimados também por uma chuva fria que acrescentou um toque de melancolia ao ambiente, ao que contribuía igualmente um pequeno altar com ramos de flores e velas junto ao jardim com flores e canteiros do Canal Saint-Martin que passa por ali.

Em representação do governo francês esteve a ministra de Cultura, Audrey Azoulay, que disse à imprensa que nesta noite o Bataclan seria "a maior sala de espetáculos da França e talvez do mundo".

Antes do show, as forças da ordem realizaram uma varredura minuciosa em seu interior, o que incluiu a passagem dos agentes também nos subterrâneos. Além disso, foram instaladas 14 câmeras de vigilância tanto dentro como fora do local.

Sting, que já tinha se apresentado uma vez no Bataclan, em 1979, não recebeu nem um euro por este show, já que decidiu que seus honorários serão destinados a duas organizações de ajuda às vítimas.

O presidente francês, François Hollande, que amanhã preside as cerimônias de lembrança dos atentados de Paris, recebeu hoje familiares das vítimas e responsáveis da procuradoria antiterrorista que dirige as investigações.

Ainda há 20 feridos desses atentados que seguem hospitalizados, além das centenas de pessoas que precisam de assistência médica ou psicológica.

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