Conservadores negociarão governo com duas forças centristas na Islândia

Copenhague, 12 nov (EFE).- O conservador Partido da Independência, ganhador das eleições gerais realizadas no dia 29 na Islândia, abrirão neste sábado as negociações para formar governo com Reforma e Futuro Brilhante, duas formações de centro.

Assim anunciou o líder conservador e atual ministro das Finanças, Bjarni Benediktsson, que espera poder fechar um acordo antes de dez dias com os outros dois partidos, uma aliança que lhe asseguraria 32 das 63 cadeiras do Althingi (parlamento).

A intenção inicial do Partido da Independência era incluir também seu atual parceiro de governo, o Partido Progressista, mas seus novos aliados rejeitam qualquer pacto com esta força, castigada no pleito pelo escândalo que motivou em abril a renúncia do primeiro-ministro Sigmundur David Gunnlaugsson.

As informações jornalísticas revelaram então seu vínculo com o Panamá Papers, o que provocou uma onda de protestos que culminaram em sua saída e a antecipação das eleições.

Conservadores e centristas deverão superar seus desacordos em temas como a reforma agrária e o sistema de cotas pesqueiras, o futuro da coroa islandesa e a União Europeia (UE).

O agora governo interino decidiu em março do ano passado retirar a solicitação de ingresso na UE enviada quatro anos antes pelo anterior Executivo, nascido após a crise econômica de 2008, e rejeitou convocar um referendo sobre o futuro das negociações, quando tinha prometido o contrário.

As pesquisas apontam que a maioria da população quer que seja convocada a consulta, embora se oponha a entrar na UE.

Se os conservadores, a força que historicamente dominou a política islandesa e que ganhou este pleito com 29% e 21 cadeiras, não são capazes de formar governo, a incumbência poderia recair então no líder Katrin Jakobsdottir, cujo partido foi o segundo mais votado com 15,8% e 10 cadeiras.

Um hipotético governo de centro-esquerda necessitaria do apoio de até cinco das sete formações com representação parlamentar para assegurar a maioria, incluído o Partido Pirata, terceiro após triplicar mandatos.

Os "piratas" foram uma das revelações eleitorais, embora ficaram muito longe das previsões que os chegaram a situar durante quase um ano como primeira força, com um pico de 43% de apoio durante os protestos de abril.

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