EI reivindica atentado contra templo do Paquistão que deixou 35 mortos

Cairo, 12 nov (EFE).- O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) assumiu neste sábado a autoria do atentado cometido contra um templo sufista na província de Baluchistão, no sul do Paquistão, que deixou pelo menos 35 mortos, embora esse número possa aumentar.

Segundo um comunicado da organização, cuja autenticidade não pôde ser comprovada, "o irmão mártir Abu Abdullah al Jarasani se lançou contra uma concentração dos apóstatas em Baluchistão e detonou seu colete de explosivos".

O EI cifrou o número de mortos por sua operação suicida em 35 e os feridos em 95, mas algumas autoridades já falam de pelo menos 43 mortos.

Um balanço similar de vítimas foi informado à Agência Efe por uma fonte policial paquistanesa, que indicou que pelo menos 35 pessoas morreram e 70 sofreram ferimentos.

Shabir Ahmed, oficial da polícia tribal do distrito Khuzdar de Baluchistão, onde aconteceu o ataque contra o templo Shah Noorani, afirmou que entre as vítimas há vários crianças e mulheres.

O Paquistão experimentou uma significativa redução da violência extremista desde que em junho de 2014 lançou uma operação nas áreas tribais contra o TTP e outros grupos insurgentes, que registrou milhares de mortos apresentados como terroristas pelo governo de Islamabad e mais de um milhão de deslocados internos.

Porém, o Baluchistão continuou sofrendo graves ataques com 362 mortos neste ano, muito acima dos 135 das zonas tribais, até pouco tempo atrás a área com mais mortalidade por violência extremista do país, segundo a base de dados do Instituto de Estudos de Conflito e Segurança do Paquistão.

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