EUA confirmam morte de 4 americanos em ataque à base no Afeganistão

Washington, 12 nov (EFE).- O governo dos Estados Unidos confirmou neste sábado a morte de quatro de seus cidadãos e elevou para 17 o número de feridos no ataque que os talibãs efetuaram contra a maior base americana no Afeganistão, onde infiltraram um suicida que conseguiu detonar uma bomba.

Em comunicado, o secretário de Defesa, Ashton Carter, indicou que o ataque contra a instalação militar de Bagram, a mais fortificada do país e onde chegam os representantes americanos quando viajam ao Afeganistão, causou a morte de dois soldados e de dois funcionários terceirizados que trabalhavam para os EUA.

A Otan confirmou quatro mortos e "aproximadamente" 14 feridos, um número que Carter elevou a 17 pessoas, das quais 16 são cidadãos americanos e a outra é um soldado polonês que participa da missão da Otan no Afeganistão.

Em seu comunicado, o chefe da Defesa dos EUA aproveitou para enviar suas condolências aos familiares dos falecidos e mandou uma mensagem aos responsáveis pelo ataque: "Não pararemos em nossa missão de proteger nossa pátria e de ajudar o Afeganistão para que possa assegurar seu próprio futuro".

A detonação do explosivo aconteceu no início desta manhã e provocou a reação imediata das forças de resposta e dos corpos médicos da aliança.

Os talibãs reivindicaram o ataque em mensagem de seu porta-voz Zabiullah Mujahid no Twitter na qual afirmou que um "mártir" atacou a base infligindo "grandes baixas" nas forças americanas.

Este é o maior ataque deste ano contra uma instalação da Otan no Afeganistão, onde a Aliança Atlântica mantém cerca de 12.000 pessoas em missão de apoio e capacitação às forças afegãs.

Os Estados Unidos mantêm 9.800 soldados no Afeganistão em missão de combate, uma dotação que o presidente Barack Obama inicialmente tinha previsto reduzir para 5.200 no final de ano como parte do plano de saída das tropas americanas.

No entanto, o aumento da violência no país fez Obama reconsiderar esses planos e comprometer-se a manter 8.400 soldados até o final de 2017.

Passados 15 anos desde a invasão americana que tirou os talibãs do poder, os insurgentes foram se fortalecendo até controlar cerca de um terço do país, segundo fontes americanas, um avanço que coincidiu com o final da missão de combate da Otan, em 1º de janeiro de 2015.

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