Governo da Colômbia e Farc anunciarão novo acordo de paz nas próximas horas

Havana, 12 nov (EFE).- As equipes negociadoras do governo da Colômbia e das Farc anunciarão nas próximas horas o novo acordo de paz, após nove dias de intensas reuniões em Havana, nas quais discutiram as propostas dos defensores do "não" no referendo do dia 2 de outubro.

"Vamos anunciar os avanços dos últimos dias e que alcançamos um novo acordo", confirmou à Agência Efe um porta-voz da equipe negociadora das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

As duas delegações falarão com a imprensa de forma conjunta em uma entrevista coletiva programada para 17h (horário local, 19h de Brasília).

Após diversos encontros com os porta-vozes do "não" em Bogotá para conhecer suas propostas, a equipe negociadora do governo, liderada por Humberto de la Calle, retornou a Havana na semana passada para conseguir com a delegação das Farc um novo acordo de paz que satisfaça os grupos que rejeitaram o acordo inicial.

O chefe negociador das Farc, "Ivan Márquez" (codinome de Luciano Marín Arango), escreveu na sexta-feira em sua conta no Twitter que "o extraordinário esforço desdobrado pelas partes na mesa em breve será premiado com o acordo de paz definitivo".

"Não se desespere, possivelmente amanhã as notícias serão muito agradáveis", indicou por sua parte na mesma rede social o negociador da guerrilha "Jesús Santrich".

Mais cautelosos foram os integrantes da equipe do governo, que também publicaram ontem em sua conta oficial de Twitter uma mensagem na qual faziam um "reconhecimento especial" aos representantes dos países fiadores, Cuba e Noruega, por acompanhar as delegações "nas extensas jornadas de trabalho".

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, convocou hoje uma reunião "urgente" com o ex-presidente Álvaro Uribe, líder do opositor Centro Democrático, que liderou a campanha do "não" na consulta popular para referendar o acordo de paz.

Os ex-presidentes Andrés Pastrana (1998-2002) e Álvaro Uribe (2002-2010) são as vozes mais representativas do "não" e que apresentaram na semana passada a Santos um documento com 500 propostas de modificação, nas quais as equipes negociadoras trabalharam nestes dias em Havana.

O governo da Colômbia e as Farc assinaram no último dia 26 de setembro em Cartagena o acordo de paz que fecharam em agosto após quase quatro anos de negociações em Havana para pôr fim ao conflito armado e acabar com a guerrilha mais antiga da América.

No entanto, a opção do "não" ao texto final do acordo ganhou o referendo de 2 de outubro, razão pela qual Santos teve que convocar os opositores para alcançar um consenso e destravar o processo.

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