Michael Moore entra na Trump Tower para tentar falar com presidente eleito

Nova York, 12 nov (EFE).- O cineasta Michael Moore entrou neste sábado no edifício Trump Tower de Manhattan para tentar falar com o presidente eleito, Donald Trump, mas agentes do serviço secreto lhe impediram de subir até os escritórios do magnata nova-iorquino.

"Senhor Trump, estou aqui, quero falar com o senhor", escreveu o polêmico diretor em uma breve nota que conseguiu entregar ao porteiro do edifício, durante um protesto do qual participaram centenas de pessoas em frente ao arranha-céu do empresário.

Moore, que gravou a cena com seu telefone celular e a transmitiu ao vivo no Facebook, conseguiu chegar ao interior do edifício e subir pelas escadas rolantes até o quarto andar.

Ali, agentes dos serviços secretos abordaram o cineasta e lhe indicaram que não podia subir no elevador que leva aos andares mais altos do arranha-céu onde Trump seguia hoje reunido com seus principais assessores.

"Não queremos que a polícia nos expulse. Há um protesto, mas está sendo na rua. Pensei que talvez pudesse entrar na Trump Tower e subir pelas famosas escadas rolantes", declarou Moore durante a gravação.

Em outro momento, o cineasta comentou que o colégio eleitoral deveria ser eliminado porque é "irônico" que, 240 anos após sua criação, "para apaziguar os donos de escravos", agora um "racista" vá ser o presidente "sem ter obtido a maioria do voto popular".

"Vamos ver o que acontece, talvez me deixem subir em seus escritórios", disse o cineasta, que lembrou que na semana passada já esteve na Trump Tower e nesse dia pôde falar com a chefe de campanha do então candidato republicano, Kellyanne Conway, "e tudo foi bem".

O arranha-céu, onde Donald Trump vive e tem seus escritórios, segue rodeado por medidas de segurança especiais desde a quinta-feira passada, depois das manifestações que aconteceram em Nova York na quarta-feira à noite.

Após deixar o edifício, Moore seguiu gravando durante mais de meia hora imagens das centenas de pessoas que seguiam neste fim de semana protestando contra a vitória de Trump, sob o atento olhar da polícia.

Semanas antes das eleições do último dia 8 de novembro, o polêmico diretor estreou de surpresa o filme "Michael Moore in TrumpLand", que gira em torno do magnata e se baseia em uma peça de teatro escrita pelo próprio Moore.

No filme, o ganhador de um Oscar de melhor documentário em 2003 por "Tiros em Columbine", adentra diretamente em "território hostil" no coração da "terra de Trump" pouco antes das eleições presidenciais.

Moore foi um dos vários músicos e artistas, em sua maioria de Hollywood, que durante a campanha assinaram um manifesto intitulado "United Against Hate" ("Unidos Contra o Ódio") para evitar que Donald Trump chegasse à Casa Branca.

"Devemos usar os meios a nosso alcance para alertar sobre os perigos de uma presidência de Trump. Quer devolver o país a uma época na qual o medo justificava a violência, a cobiça alimentava a discriminação", asseguravam no manifesto.

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